NÓS-Unidade Popular apresenta no registo da Junta da Galiza proposta para a retirada da simbologia franquista

20 de Outubro de 2005
Dentro da série de propostas políticas que nos últimos meses fôrom apresentadas por NÓS-UP ao novo Executivo autonómico, umha delegaçom da sua Direcçom Nacional apresentou no registo da Junta da Galiza umha carta em que a organizaçom independentista propom ao Governo de coligaçom a retirada de toda a simbologia fascista ainda presente no território da Comunidade Autónoma.
A iniciativa fai parte da "Tabela reivindicativa de mínimos para o novo Governo autonómico", apresentada em conferência de imprensa no passado dia 6 de Outubro na capital da Galiza por NÓS-UP. No desenvolvimento da proposta agora apresentada ao Executivo autónomo formado polo PSOE e o BNG, verifica-se que "Três décadas após o início oficial do final do franquismo, o nosso país permanece inçado de simbologia que exalta a figura do ditador e a natureza autoritária daquele regime. Centenas de placas, escudos e diversos monumentos em forma de estátuas, monólitos e bustos, continuam presentes sem o mais mínimo pudor nas ruas, praças, edifícios, e nos mais variados espaços públicos, privados e religiosos".
Ante esta realidade
objectiva, que "pom de manifesto o lamentável estado de saúde
da democracia espanhola", NÓS-UP requer a Tourinho e Quintana
que "por higiene, justiça e dignidade democrática, adoptem
as medidas oportunas para retirar esta simbologia do nosso país".
NÓS-Unidade Popular leva anos realizando todo o tipo de propostas e actuaçons políticas, incluída umha efectiva acçom directa, para eliminar a simbologia fascista dos espaços públicos galegos. De facto alguns elementos e ícones significativos do franquismo desaparecêrom graças à constante actividade independentista neste ámbito, nomeadamente por parte de NÓS-UP.
A iniciativa de ontem coincidiu com as declaraçons do porta-voz do BNG no Parlamento autonómico, Carlos Aimerych, reclamando que o principal hospital da Corunha deixe de levar o nome de um sanguinário chefe local da Falange, "Juan Canalejo". Tal pretensom tem batido até hoje com o apoio de Francisco Vasques, presidente da Cámara da Corunha polo PSOE, a que continue a infame homenagem a um assassino fascista como Canalejo.
Comprovar a assunçom de tam elementar medida como a proposta por NÓS-UP permitirá saber o nível de influência que o filo-fascismo e ultra-espanholismo de Vasques mantém sobre o Executivo de coligaçom entre PSOE e BNG, bem como o comprimisso deste último numha autêntica regeneraçom democrática na Galiza.
Todo o relativo
à proposta de NÓS-UP pode
ser consultado no seu web nacional, incluído o texto íntegral
do documento apresentado no Registo Geral da Junta da Galiza.