Comissom da Memória Histórica adere à exigência de retirada dos símbolos franquistas da Corunha

21 de Maio de 2005

Em linha com o que a esquerda independentista e outros sectores da sociedade galega venhem exigindo nos últimos anos, a Comissom da Memória Histórica anunciou, poucos dias depois da detençom de três militantes de BRIGA que tentárom derrubar a estátua do fascista Millán Astray, um percurso polos principais "pontos negros" da Corunha.

A acçom simbólica terá lugar no dia 28 de Maio e incluirá catorze paragens em que se mostrarám ostensíveis símbolos franquistas ainda presentes nas ruas e espaços públicos corunheses. A marcha partirá precisamente do local em que ainda se encontra o monumento ao fundador da Legión, autor da frase que ainda hoje identifica esse corpo armado espanhol: "Viva la muerte!".

Escudos fascistas, ruas dedicadas à figura do franquista "Alferes Provisional", o hospital Juan Canalejo... som alguns dos mais que evidentes louvores que ainda hoje som oficiais na cidade da Corunha, onde o presidente da Cámara em pessoa, o espanholista e ultracatólico Francisco Vasques, defende a permanência de todos eles, incluído o título de "filho predilecto" ainda hoje em vigor para o próprio assassino Francisco Franco.

A entidade promotora do acto de 28 de Maio mostrou em conferência de imprensa a sua preocupaçom porque a Corunha poda vir a converter-se em "reserva espiritual do franquismo". Trinta anos depois da morte do ditador, é claro que o desagravo às vítimas do franquismo é matéria pendente na Galiza.

 

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Imagem da conferência de imprensa da entidade convocante