Concentraçom e sabotagem contra o exército espanhol em Ponte Areas

21 de Outubro de 2005

A Assembleia Aberta do Local Social Baiuca Vermelha denunciou a presença do Exército espanhol em Ponte Areas e reclamou ao Governo e forças políticas com representaçom municipal a retirada desta unidade móvel de recrutamento juvenil para o militarismo.
Na tarde da quinta-feira 20 de Outubro, tivo lugar umha concentraçom em frente ao autocarro da armada, estacionado ante a Cámara Municipal, na qual membros da Assembleia despregárom umha faixa e lançárom palavras de ordem contra a sua presença: "Exército espanhol fora da Galiza", "Queremos trabalho e nom ser soldados", "Militar parasita social". Simultaneamente, era distribuída entre @s transeuntes o panfleto que reproduzimos integramente.

O acto transcorreu sem incidentes, embora com umha constante presença da Polícia local e seguimento da Guarda Civil à paisana.

Autocarro sabotado

Posteriormente, à última hora da tarde, o autocarro da armada espanhola foi sabotado com pintura vermelha e amarela por pessoas sem identificar, numha nova acçom de rejeitamento à constante presença do braço armado do capitalismo espanhol no Condado.

Eis o texto distribuído polas pessoas participantes no acto antimilitarista na vila do Condado, que elas mesmas nos figérom chegar:

"Trabalho digno para a juventude

EXÉRCITO ESPANHOL FORA DE PONTE AREAS

Mais umha vez o exército espanhol volta estacionar diante do Concelho de Ponte Areas com a evidente finalidade de recrutar carne de canhom, juventude desesperada pola precariedade laboral, os baixos salários e a ausência de futuro digno.
A sua reiterada presença só é possivel pola colaboraçom de todas as forças políticas que o governárom Ponte Areas nos últimos três anos.

Perante o estrepitoso fracasso da profissionalizaçom do exército espanhol forçada polo movimento de objectores e insubmissos, a pressom popular exercida polo movimento antimilitarista, o Estado espanhol leva anos desenvolvendo umha colossal campanha propagandística, esbanjando ingentes quantidades de dinheiro público, que até o momento também tem sido um fracasso. Afortunadamente a juventude nom quer ir ao exército.

Todos o incentivos aplicados: rebaixa do coeficiente intelectual necessário para sumar-se a filas, aumento dos salários, abertura das portas a imigrantes e mulheres, pintar que ir à guerra é turismo e aventura... nom som suficientes para atingir os 2.000 efectivos anuais que demandam as necessidades do militarismo espanhol.
Segundo reconhece o próprio Ministério espanhol de Defesa três de quatro aspirantes a soldado renúncia antes de assinar.

Quando na Galiza venhem de emigrar nos últimos anos mais de 20.000 jovens por carecer de emprego, o Estado espanhol insulta e ofende à juventude ofertando como saída laboral a integraçom no seu exército, o mesmo que há agora quase 70 anos se levantou contra a legalidade republicana e mantivo durante perto de quarenta anos a ditadura franquista.

O PSOE incumpre todas as suas promesas antimilitaristas. Incrementa os gastos militares até atingir os 58 milhons de euros diários, organiza o "desfile da vitória" na Corunha no Maio passado, colabora com os USA na guerra de Bush contra os povos do mundo, nom cesa no envio de tropas a outros países para continuar com o espólio imperialista. Enquanto Bono promete um aumento dos salários dos militares do 18.6% em três anos, Solbes anuncia umha nova reforma laboral para embaretecer ainda mais o despedimento.

O exército espanhol está constitucionalmente designado como garante da imposta unidade de Espanha. O exército é sinónimo de valores patriarcais e machistas, de violaçons e vejaçons às mulheres nos países de destino.

A Assembleia Aberta da Baiuca Vermelha solicita a todas as forças políticas com representaçom municipal que declarem nom grata a presença do autocarro do exército espanhol em Ponte Areas.


Nom colabremos com a guerra e o militarismo!!
Queremos trabalho, nom ser soldados!!!
Exército espanhol fora da Galiza!!!
"


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As pessoas concentradas situárom-se em frente ao autocarro propagandístico do Ministério espanhola da Defesa