Greve na empresa de transporte Arriva

12 de Setembro de 2005

O sector do transporte vive nestes dias e até fim de mês umha greve discontínua convocada conjuntamente polas centrais sindicais com representaçom na empresa multinacional Arriva, CIG, CUT, CCOO e UGT. A principal reivindicaçom é a readmissom de três trabalhadores despedidos, embora haja outras salientáveis, atinentes ao pagamento de ordenados em atraso e à luita contra a precarizaçom crescentemente fomentada por Arriva.

Forças repressivas espanholas e meios de comunicaçom obstaculizam o desenvolvimento das medidas de pressom obreiras sobre a empressa. Enquanto os diversos corpos policiais marcárom presença nas estaçons em atitude intimidatória, os media publicam falsas informaçons em que falam de divisom no quadro de pessoal e falta de apoio à iniciativa conjunta dos sindicatos.

O sector do transporte tem vivido nos últimos anos diversos episódios de luita operária, na seqüência da progressiva fusom e compra de empresas de capital galego por grandes firmas internacionais, que está a contribuir para umha deterioraçom das condiçons laborais no sector. Estamos ante um caso de especulaçom empresarial que, no caso de Arriva, registou umha perda de 110 postos de trabalho nos últimos dous anos (muitos deles suprimidos de maneira irregular). Na actualidade o quadro de pessoal é formado por apenas 330 efectivos, existindo umha marcada tendência para a subcontrataçom e o recurso a precários contratos a prazo, com horários intermináveis e mal pagos, o que também prejudica a qualidade e segurança do serviço oferecido às e aos utentes do transporte público colectivo.

Representantes sindicais avançárom a possibilidade de converterem a greve em indefinida a partir de 3 de Outubro, caso a empresa nom ceda às reivindicaçons dos trabalhadores e trabalhadoras, a começar pola readmissom dos três companheiros arbitrariamente despedidos. O Comité de Empresa reclama igualmente que a Junta da Galiza tome medidas contra empresas como Arriva, quando incumprem de maneira flagrante acordos assinados com os sindicatos relativos aos direitos laborais dos empregados e as empregadas.

As centrais sindicais coincidem em avaliar que na mira da empresa pode estar umha nova venda, no que seria mais um capítulo da especulaçom patronal que sofre o sector do transporte na Galiza.


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