BNG adere à proposta do PP para reinstalar a celulose de ENCE no noroeste da Galiza
19 de Setembro de 2005
O PP achou eco à sua proposta de fazer da comarca de Trasancos sede galega da pasta de papel. Nom só outros dirigentes municipais do próprio PP, como o de Moeche, mostrárom entusiasmo com a ideia de instalar umha indústria como a de Louriçám na comarca. O próprio presidente da Cámara das Pontes, Vítor Guerreiro, propujo a vila pontesa como enclave para reproduzir o esquema contaminante e insalubre de ENCE.
Desta forma, o BNG, que governa com maioria absoluta nas Pontes, afirma estar disposto a levar para esse concelho da comarca do Eume, vizinha da comarca trasanquesa, umha indústria que previsivelmente será trasladada de Ponte Vedra, onde o presidente da Cámara, também do BNG, julga com bom critério que semelhante foco de poluiçom nom pode continuar em solo pontevedrês. Será que serve para as Pontes o que nom serve para Ponte Vedra?
Fica em evidência
que a falta de visom de país, o puro localismo e o oportunismo político
mais míope e curtoprazista nom som um mal exclusivo de forças
espanholas e/ou de direita como o PP ou o PSOE. Vítor Guerreiro, contra
o critério do seu homólogo em Ponte Vedra, afirmou, para justificar
as boas vindas ao projecto de ENCE, que "as Pontes tem água, energia
e árvores", e lembrou com saudade o fracasso da tentativa semelhante
de Eurogalicia Forestal a inícios da década de noventa.
Haverá
que lembrar que o próprio Guerreiro, junto às direcçons
comarcal e nacional do BNG, apoiárom e apoiam também a planta
de gás que Reganosa está a instalar irregularmente no coraçom
da Ria de Ferrol, após um ilegal recheio de 120.000 m2 realizado com
resíduos tóxicos e perigosos provenientes da Forestal del Atlántico,
empresa propriedade do Grupo Tojeiro. Um projecto que, entre outras cousas,
incumpre os 2000 mts de distáncia mínima de núcleos habitados
previstos para esse tipo de instalaçons polo Regulamento de Actividades
Molestas, Insalubres, Nocivas e Perigosas.
No caso da papeleira, iniciativas como a do presidente da Cámara das Pontes parecem confirmar que o nosso nacionalismo institucionalizado carece de planos para um reordenamento estratégico do sector florestal, conformando-se com a continuidade da eucaliptizaçom actual, alimento principal de indústrias como a de ENCE, e dos lumes que neste mesmo Verao arrasárom dezenas de milhares de hectares da nossa naçom.
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