CIG opom-se à proposta de aumento salarial d@s deputad@s autonómicos

18 de Janeiro de 2006

A central sindical nacionalista CIG manifestou a sua oposiçom a um possível aumento de 10% nos ordenados das deputadas e deputados autonómicos, acordado por unanimidade polos três grupos representados na Cámara autonómica: PP, PSOE e BNG. Um acordo unánime mais do que suspeito de um corporativismo próprio da chamada "classe política", que na hora de marcar o próprio salário nom costuma encontrar grandes obstáculos para o consenso, ao contrário de quando tratam das melhorias salariais da classe trabalhadora.

De facto, e tal como a CIG denuncia, a passagem dos 48.000 euros anuais actuais para os 53.000 pretendidos só servirá para "alargar a fenda existente entre as rendas mais altas e as mais baixas" no nosso país. A central risca a proposta de "socialmente injusta", tendo em conta sobretodo que quase 15% da populaçom da Galiza tem uns rendimentos salarias inferiores aos 500 euros por mês, e que outros 10% som obrigados a viver "com uns rendimentos anuais inferiores à quantidade que supom ao ano esse incremento nas rendas dos senhores deputados".

O paradoxo é ainda mais evidente quando temos em conta, segundo a CIG sublinha, que "estes mesmos grupos, no Congresso dos Deputados, nom defendêrom um incremento percentual semelhante no salário mínimo, que seria umha forma de redistribuir a riqueza e de demonstrar que acreditam na justiça social".

A central nacionalista manifestou também o seu temor a que esse aumento poda vir a influir nos orçamentos gerais, "nomeadamente naquelas verbas destinadas a favorecer a coesom social ou a criaçom de um Salário Social". "Que nom digam que para isso nom há quartos", acrescentou um representante sindical, segundo se reflecte no web nacional da CIG.

 

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O do dinheiro que querem cobrar é um dos temas consensuais para os três grupos representados no Parlamento autónomo da Galiza