Iraque: resistência à ocupaçom continua

20 de Setembro de 2005

A situaçom no Iraque torna insustentável para as forças de ocupaçom e o governo fantoche pró-imperialista. Contra as previsons iniciais, o passar do tempo nom só nom está a enfraquecer a capacidade de resistência do povo iraquiano, como está a fortalecer as diversas expressons patrióticas que fam frente à ditadura imposta polas armas norte-americanas e británicas. O número de acçons guerrilheiras é incontável e crescente cada dia que se passa.

Porém, o próprio povo iraquiano continua a ser a principal vítima da violência imposta polo imperialismo para garantir o saque da energia, nomeadamente o crude. O assédio e destruiçom por terra e ar da cidade de Tal Afar é o último episódio da actuaçom genocida norte-americana em solo do país árabe, com dúzias de combatentes mortos e centenas de ferid@s, além de um número indeterminado de civis vítimas da estratégia ianque de terra queimada. Mais umha vez, a ONU e a chamada "comunidade internacional" guarda silêncio, como antes o guardou aquando dos massacres em al-Qaim, Najaf e Faluja.

Entretanto, a própria resistência iraquiana denuncia a estratégia de al Qaeda para provocar a guerra civil inter-étnica entre sunitas e xiitas, através de sangrentos ataques contra a populaçom civil, em lugar de fazer frente contra as tropas invasoras imperialistas. Mostra dessa estratégia som as centenas de civis xiitas mort@s em ataques indiscriminados durante a última semana em Bagdad e outras cidades iraquianas, reivindicadas pola rede al Qaeda.

Mas, apesar das dificuldades, a resistência popular continua, enquanto nas tropas ocupantes e colaboracionistas se manifestam contradiçons. Hoje mesmo soubemos da detençom de dous agentes secretos británicos pola própria polícia pró-imperialista em Bassorá, depois de que os dous británicos disparassem contra agentes governamentais. Tendo sido levados à prisom, tanques e helicópteros ingleses passárom por cima da teórica legalidade colonial, atacando as instalaçons para libertarem os dous agentes, o que foi aproveitado por mais de 150 presos iraquianos para fugirem no tumulto.

O povo de Bassorá saiu às ruas e rodeou os veículos militares británicos, sobre os quais caiu um chuvada de cócteis molotov, vendo-se envolvidos em fogo vários soldados británicos. Dous civis iraquianos fôrom assassinados polas tropas británicas durante o confronto, acontecido numha zona oficialmente declarada "calma" polos media ocidentais.

Nos EUA e Gram Bretanha som cada vez mais as vozes que reclamam o fim da ocupaçom. No entanto, os respectivos governos continuam a recusar-se a reconhecerem a derrota.

 

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Tal-Afar: grupo de residentes detido e conduzido por militares ocupantes e colaboracionistas
Soldado británico ardendo após o ataque das massas populares a umha coluna de tanques desse exército ocupante