Cresce onda revolucionária na Bolívia

26 de Maio de 2005

A luita revolucionária avança na Bolívia, um dos países mais empobrecidos polo imperialismo na América Latina, onde a oligarquia empresarial apoiada nas petroleiras e na Casa Branca ameaçam com um golpe de Estado ante a fortaleça do movimento popular. Crescentes sectores populares que se contam por dezenas de milhares saem às ruas e bloqueiam estradas da capital sob a palavra de ordem da nacionalizaçom do gás e o petróleo e contra o neoliberalismo e a democracia burguesa, enfrentando a repressom policial.

Aparentando umha impossível neutralidade entre a oligarquia e o povo, o governo de Carlos Mesa doseia as concessons para tentar rebaixar a tensom da luita de classes, patente nas grandes manifestaçons de massas que ocupam La Paz e El Alto.

As organizaçons populares reclamam a recuperaçom dos mais de 100.000 milhons de dólares de reservas de gás e petróleo que som rapinadas polas poderosas companhias estrangeiras Petrobras, Total, Enron, Shell, British Petroleum e a espanhola Repsol.

As massas estám prontas para culminar a tomada do poder polas forças revolucionárias, mas semelha faltar a organizaçom de vanguarda em condiçons de liderar a insurreiçom que definitivamente resolva umha situaçom prolongada já por longos meses em favor das classes populares mediante a revoluçom socialista.

Enquanto a luita de massas continua, o principal partido opositor, o Movimento ao Socialismo (MAS) pom mais ênfase na convocatória de umha Assembleia Constituinte, sem entrar em luita directa com o poder reaccionário e oligárquico. Em simultáneo, corre o boato da possibilidade de um golpe militar fascista patrocinado polos EUA, o que torna mais urgente o avanço decidido em direcçom à tomada do poder polo povo.

Mais decisom está a mostrar a maioritária Central Obreira Boliviana (COB), cujo líder, Jaime Solares, reclama abertamente a necessidade de fechar o Parlamento burguês, derrubar o governo neoliberal e vendepátria de Carlos Mesa e instaurar o Governo de operários, camponeses e sectores empobrecidos do campo e as cidades.

A luita social nom se reduz à capital, e outras cidades como Potosi ou Cochambamba registam também contínuas manifestaçons revolucionárias que reclamam o poder para os obreiros e camponeses, enquanto sectores oligárquicos do Norte do país ameaçam com a secessom como última medida para manter o controlo das riquezas petroleiras da zona, caso o movimento revolucionário avance no conjunto da Bolívia.

 

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A polícia nom consegue acabar com o levantamento popular protagonizado polos pobres na Bolívia
Vista aérea de umha das mais recentes manifestaçons na capital boliviana