Guarda Civil detivo quatro militantes de BRIGA ao longo desta quarta-feira na Corunha

1 de Junho de 2005

Até o momento em que escrevemos esta informaçom, há confirmaçom de até quatro militantes da organizaçom juvenil independentista BRIGA detid@s na cidade da Corunha. As quatro detençons (três rapazes e umha rapariga) acontecêrom em locais diversos da cidade, e semelham responder a umha resposta repressiva à intensa campanha antimilitarista desenvolvida por BRIGA ante o desfile militar do Dia das Forças Armadas espanholas.

Vreixo Formoso foi, à manhá, o primeiro jovem prendido pola Guarda Civil. A seguir, Afonso Mendes e, depois, Diego Bernal, fôrom também conduzidos ao quartel do corpo repressivo espanhol. Íria Leis, militante de BRIGA como os três citados, foi detida no centro social corunhês A tréu por guardas civis à paisana que a introduzírom num carro camuflado e a levárom por diversas zonas da cidade intimidando-a, antes de finalmente ser conduzida ao quartel. Foi interrogada sobre todo o tipo de pormenores da sua actividade política no intuito de demonstrar-lhe que existe um sistemático assédio e controlo por parte dos serviços secretos à organizaçom juvenil.

Já no quartel, mostrárom-lhe todo um dossier documental, incluindo fotos de militantes, publicaçons e outros materiais relativos à actividade política de BRIGA e da esquerda independentista galega para a seguir, em tom paternalista, "recomendar-lhe" que abandonasse a sua militáncia e que "colaborasse" se nom queria ficar a noite toda no calabouço.

Finalmente, Íria ficou livre, enquanto os três companheiros ficarám presos nos calabouços da Guarda Civil no mínimo até amanhá. Segundo informaçons da advogada d@s quatro jovens, a organizaçom armada espanhola tenciona denunciá-l@s por "associaçom ilícita", "danos e colaboraçom em danos", "injúrias" e "propaganda ilegal", todo em relaçom com a campanha desenvolvida por BRIGA contra o militarismo espanhol durante as últimas semanas.

Como se vê, estamos ante um caso gravíssimo de abuso de autoridade e violaçom de direitos fundamentais como o de livre expressom, ficando em evidência a carência de liberdades que se respira na Galiza quando se defende um projecto político como o que a nossa esquerda independentista representa. Mostrar-se contrári@ ao militarismo espanhol, reivindicar abertamente a independência nacional e defender a superaçom do capitalismo é punido com o sistemático controlo e assédio policial, bem como com detençons arbitrárias como as vividas hoje na Corunha.

A própria entidade juvenil independentista BRIGA, cujo web ficou desactivado nas últimas horas, já difundiu a sua análise do acontecido, afirmando que se trata "da portagem que temos de pagar por defender o direito da juventude galega a rechaçar o exército espanhol, o direito a ter memória histórica, a nom esquecer que o exército espanhol, comandado por militares como Franco e Millán Astray, fôrom os mesmos que garantírom a ditadura genocida no seu momento, e que garantem agora a unidade da “pátria espanhola”.

Este intolerável ataque, se bem foi prepetrado polo corpo militar da Guarda Civil, nom deixa de estar inscrito na estratégia repressiva que a face amável de ZP nom pode ocultar. Mália os efeitos cénicos e a maquilhagem política o PSOE mostra a mesma dureza na hora de reprimir a juventude da esquerda independentista que mostrava o PP durante o mandato de Aznar. A defesa inquestionável do exército espanhol que o governo de Bono e companhia tenhem hoje a sua resonáncia prática na Corunha, na privaçom de liberdade dos nossos companheiros."

O nosso partido manifesta, como sempre ante um ataque repressivo contra as forças populares, a incondicional solidariedade de Primeira Linha com a companheira e os companheiros detidos, e exigimos a imediata libertaçom sem cargos dos três jovens que ainda permanecem nos calabouços da Guarda Civil.

Denunciamos igualmente a criminalizaçom sistemática efectivada polas forças repressivas espanholas contra o movimento independentista galego no seu conjunto e, neste caso, contra BRIGA em particular.

Também NÓS-UP manifestou a sua solidariedade com @s quatro detid@s, exigindo a sua posta em liberdade. O comunicado pode ser consultado no seu web nacional.

 

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