Três militantes independentistas de BRIGA continuam presos num quartel da Guarda Civil na Corunha

2 de Junho de 2005

Três jovens militantes da organizaçom juvenil da esquerda independentista BRIGA continuam presos da Guarda Civil num quartel da Corunha, depois da libertaçom na tarde de ontem da companheira também detida e após terem passado já um dia e umha noite nos calabouços. Entretanto, o web nacional de BRIGA continua "misteriosamente" desactivado, impedindo que a entidade juvenil poda publicar informaçons e avaliaçons políticas desta ofensiva repressiva da Guarda Civil contra a juventude independentista.

Em tais circunstáncias, e em solidariedade com BRIGA, publicamos na íntegra o comunicado que acaba de emitir a organizaçom juvenil independentista, em que se anuncia a possibilidade de que as detençons continuem.

Lembremos que nas últimas horas diversas entidades mostrárom a sua solidariedade com BRIGA. É o caso de NÓS-Unidade Popular, AMI e AGIR, além do nosso partido. Igualmente eloqüentes som os silêncios, a começar polo fantasmagórico Movimento polos Direitos Civis, activado polo autonomismo, e que sistematicamente evita qualquer pronunciamento em relaçom com a repressom contra a esquerda independentista.

 

OS JOVENS DETIDOS SOM ACUSADOS DE ASSOCIAÇOM ILÍCITA

O PSOE DECLARA A GUERRA À JUVENTUDE REVOLUCIONÁRIA

Afonso Mendes, Diego Bernal e Vreixo Formoso seguem agora mesmo recluíd@s no quartelilho da Guarda Civil da Corunha, após terem passado toda a noite, e com grandes possibilidades de também nom saírem livres hoje. Estám acusad@s por associaçom ilícita, calúnias e danos ao Exército espanhol.

Aproximadamente às 13:00 horas, o companheiro Vreixo é detido na rua por efectivos da Guardia Civil, sendo-lhe confiscado o seu computador pessoal e precintado para posterior análise. Pouco depois, quando o companheiro Afonso se interessava polo seu estado, é automaticamente introduzido nas dependências do corpo militar. Horas depois, a meia tarde, informavam-nos da detençom do companheiro Diego Bernal, ao sair do trabalho. Contra a noite, tinha lugar umha nova detençom: A da nossa companheira Iria Leis, que foi posta em liberdade durante a noite.

Numhas horas, o número de represaliad@s ascende a quatro. Ao mesmo tempo, a nossa página web deixou inexplicavelmente de funcionar, sendo impossível pendurar a informaçom que vamos compilando, impedindo a difusom mediática destas detençons. Fomos informados hoje de que as ordens das detençons venhem directamente de Madrid. BRIGA nom quer fazer especulaçons vácuas, mas umha das possibilidades às que se enfrenta a organizaçom atendendo às acusaçons feitas e ao desproporcionado despregamento repressivo, é à ilegalizaçom efectiva da nossa organizaçom. Nesta conjuntura, nom só nom descartamos mais detençons, mas é o cenário mais possível nas próximas horas.

Mas qual é a razom? Um dos motivos evidentes é pertencer a umha das organizaçons que com mais sucesso levou às ruas da Galiza o confronto da juventude galega com o Exército espanhol, que encheu os muros das cidades galegas com a palavra de ordem “Que se vaiam”, que organizou a demoliçom do estátua do fascista Millán Astray, que impulsionou actos e actividade reivindicando o movimento antimilitarista galego que acabou com o Serviço Militar Obrigatório na Galiza, e que participou activamente na manifestaçom do 29-M na Corunha contra o desfile das Forças Armadas espanholas.

Mas estas detençons nom som só a resposta à campanha que BRIGA vem desenvolvendo em contra do militarismo espanhol: Som um ataque directo realizado polo PSOE contra a juventude revolucionária galega: ZP e o seu governo acabam de tirar a máscara, demonstrando que toda a verborreia sobre a retirada de tropas do Iraque, a sua participaçom nas manifestaçons contra a guerra, e a legislaçom pola desapariçom de simbologia fascista ficam em águas de bacalhau: Na hora da verdade, o PSOE caminha ombro com ombro com o PP no caminho da defesa da Espanha umha, grande e livre, longe da maquilhagem contestatária que trata de disfarçar as suas mentiras. O PSOE mostra a mesma dureza à hora de reprimir a juventude da esquerda independentista que mostrava o PP durante o mandato de Aznar. No “estado plurinacional” que Rodriguez Zapatero e o PSOE defendem, nom há espaço para @s jovens que reivindicamos o socialismo, a independência e o antipatriarcado, para quem luitamos por umha sociedade em que projectos excluentes e destructivos como os do capitalismo espanhol, nom tenham cabimento. A defesa inquestionável de Espanha e o seu mercado, do exército espanhol que o Governo de Bono e companhia mantenhem a capa e espada, tem hoje a sua resonáncia prática na Corunha, na privaçom de liberdade d@s noss@s companheir@s.

Amanhá dia 3 de Junho terá lugar na Corunha umha manifestaçom para exigir a liberdade dos detidos. Começará às 20:30 no Obelisco desta cidade. BRIGA quer fazer um chamado aos centos de pessoas que se manifestárom no dia 29 de Maio na Corunha, ao conjunto do movimento antimilitarista galego, a toda a juventude conseqüente, a que manifeste a sua repulsa a semelhante atropelamento da liberdade de expressom, a esta pancada fascista sem nengum tipo de disfarce com que o Estado espanhol está a golpear a juventude revolucionária, a toda a esquerda conseqüente deste País.

 

VREIXO, AFONSO, DIEGO LIBERDADE!!!

FORA AS FORÇAS DE OCUPAÇOM, QUE SE VAIAM!!!

PSOE CULPÁVEL!!!

 

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