Europa policial em acçom: impacto de bala de borracha matou o jovem imigrante na fronteira de Melilha

2 de Setembro de 2005

A Guarda Civil, a Gendarmerie marroquina e o Governo espanhol continuam a manter a versom oficial segundo a qual o jovem de 17 anos morto durante a violenta carga policial do passado sábado, poderia ter morrido como conseqüência de umha queda.

Porém, a instituiçom nom governamental Médicos Sem Fronteiras confirmou as acusaçons do colectivo de imigrantes subsaarianos, informando de que o cadáver apresentava um hematoma circular no peito, característico dos impactos de balas de borracha utilizadas polas forças repressivas. O forte impacto teria produzido umha fractura no fígado, que levou à morte o imigrante camaronês.

Enquanto as fontes oficiais continuam a alimentar um "golpe fortuito ao cair de certa altura" como causa da morte, as testemunhas do ataque garantem que o jovem morreu vítima da intervençom da Guarda Civil espanhola contra entre 30 e 50 subsaarianos que tentavam ultrapassar a vedaçom fronteiriça.

Mas nom é todo. Médicos Sem Fronteiras afirmam que outros sete imigrantes dérom entrada no hospital marroquino de Nador com fracturas, três dos quais de carácter grave. Outras testemunhas falam ainda de umha outra vítima mortal que teria desaparecido do local sem se saber para onde teria sido conduzida.

Lembremos que só se soubo da existência do morto agora reconhecido quando o corpo foi apresentado polos próprios companheiros, que denunciárom que se tratava de umha vítima da repressom do dia anterior.

Mais umha vez, em casos de repressom, a versom oficial acaba por ter pouco a ver com a realidade dos factos, tentando sempre ocultar informaçom sobre o verdadeiramente acontecido. E mais quando as vítimas, fugidas de países empobrecidos e em muitos casos sem documentos, podem ser facilmente privadas de identidade.

 

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Corpo sem vida e sem identidade do imigrante camaronês de 17 anos assassinado na fronteira de Melilha