Novo cardeal espanhol adere à cruzada reaccionária pola "unidade de Espanha"

5 de Março de 2006

A nomeaçom por parte do Vaticano de um novo cardeal espanhol, o arcebispo de Toledo e vice-presidente da Conferência Episcopal espanhola Antonio Cañizares, confirma a orientaçom ultra do novo Papa, bem como o reforço do sector mais integrista e reaccionário do clero espanhol.

De facto, Cañizares é considerado polos próprios media espanhóis umha pessoa "intransigente", especialmente envolvido nas campanhas que nos últimos tempos impulsionou a Igreja Católica espanhola contra os casamentos entre homossexuais, contra o laicismo nas escolas... em defesa do que denomina "os princípios morais que apelam à unidade do nossos povos como um bem moral a proteger", em referência ao combate aos direitos das naçons sem Estado sob administraçom espanhola.

Em concreto, e em referência à unidade do Estado, o novo cardeal nomeado por Ratzinger manifestou publicamente o seu "temor pola ameaça que paira sobre esta unidade", recuperando a linguagem franquista para advertir contra um suposto "processo niilista, laicista, neomarxista e relativista" (sic). Indo mais longe ainda, Cañizares detecta "um processo revolucionário" em curso no Estado espanhol, em andamento desde há anos, e que "nestes momentos parece intensificar-se".

Todo indica, portanto, que o Partido Popular e a reacçom oligárquica espanhola no seu conjunto continuarám a contar com o incondicional apoio do aparelho de Ratzinger no Estado espanhol.

 

 

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A Igreja espanhola reafirma a sua orientaçom integrista e ultra-reaccionária, conseguindo situar o vice-presidente da Conferência Episcopal como cardeal graças ao apoio de Ratzinger