Reclamam Comissom de Inquérito independente para esclarecer assassinato de imigrantes na fronteira de Ceuta

1 de Outubro de 2005

O número de mortos na tentativa de atravessar a fronteira marroquina com as colónias espanholas no Norte de África na passada quarta-feira aumentou para cinco, o que nom impediu o Governo espanhol de apostar na continuidade da via repressiva contra pessoas que fogem à fame e às guerras provocadas por interesses do capitalismo ocidental.

Ante a gravidade do assunto, as ONG's Amnistia Internacional e Associaçom Pró Direitos Humanos reclamárom a criaçom de umha Comissom de inquérito imparcial e independente, de carácter internacional. Ambas entidades denunciam nom apenas os assassinatos de imigrantes polas forças repressivas espanholas, mas também as irregularidades posteriores, recaindo na própria Guarda Civil a pesquisa do acontecido, quando é esse corpo o acusado de disparar contra as pessoas que tentavam transbordar as vedaçons de arame farpado.

Em nengum país com umhas mínimas garantias democráticas se permite que sejam os próprios acusados de assassinato os encarregados de investigar os factos e determinar a sua própria culpabilidade ou inocência; daí as citadas entidades reclamarem umha Comissom de Inquérito independente.

Às constataçons anteriores, acrescenta-se a preocupaçom de ver a Legiom e outras forças militares espanholas já a patrulhar a linha fronteiriça, sem material antidistúrbios, e portanto com a ameaça de emprego de fogo real contra as massas empobrecidas que ousarem jogar a vida fugindo à guerra e à miséria.

Entretanto, as autoridades espanholas continuam a negar a evidência das feridas de bala encontradas nalguns cadáveres. De facto, na passada quinta-feira fôrom seis os subsaarianos que dérom entrada no hospital de Tetuám com ferimentos de bala. Um deles, continua a dia de hoje em estado crítico, tendo sido transferido para o hospital Mohamed V de Tánger. Trata-se de um jovem que recebeu um tiro da Guarda Civil e caiu do alto da barreira metálica, segundo testemunhos dos seus companheiros.

Existem numerosos testemunhos de imigrantes participantes nos incidêntes de quarta-feira que afirmam que a Guarda Civil utilizou fogo real contra eles, referindo em concreto o disparo de rajadas intimidatórias. Segundo esses testemunhos, também a polícia marroquina apontava as suas armas contra as centenas de pessoas que participavam na avalancha.

Por enquanto, nengumha responsabilidade está a ser apurada por uns factos cada vez mais freqüentes em Ceuta e Melilha. Ao invés, a presença policial e militar vê-se incrementada, anunciando novos episódios da guerra contra os pobres que assaltam a Europa fortaleza.

 

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Labores de limpeza dos restos das roupas de imigrantes no arame farpado das vedaçons fronteiriças após umha das avalanchas
Pormenor de umha das incursons de imigrantes através da dupla barreira metálica que separa Marrocos das colónias espanholas em África
O Governo espanhol enviou militares armados com fogo real para fazer frente às avalanchas de africanos que fogem às guerras e à miséria. Na imagem, numerosos efectivos militares fortemente armados patrulham entre as duas barreiras metálicas em Ceuta