Obrigad@s, Hugo Chávez!: presidente venezuelano dá voz aos povos do mundo ante o pleno da ONU

17 de Setembro de 2005

Numha jornada histórica para os povos do mundo, o presidente da República Bolivariana da Venezuela deu exemplo de dignidade anti-imperialista ante as elites do capitalismo mundial, denunciando a ilegalidade da resoluçom aprovada, e afirmando claramente que a ONU "nom serve para nada, é um modelo esgotado. Nom se trata apenas de proceder a umha reforma. O século XXI reclama mudanças profundas que só som possíveis com umha refundaçom desta organizaçom".

No citado pleno dos 60 anos da ONU, e a seguir ante dúzias de jornalistas, Hugo Chávez relatou o modelo trucado, ao serviço das elites e do imperialismo, que as Naçons Unidas representam, o que se comprova até no local escolhido para a sua sede, daí que Chávez exigisse refundar a ONU e levá-la para umha "cidade internacional alheia à soberania de qualquer Estado". Pujo também como exemplo das formas ditatorias que definem esse organismo internacional o direito de veto das cinco principais potências mundiais: EUA, Reino Unido, França, Rússia e China.

Manifesto ilegal

A indiscutível ilegalidade do manifesto aprovado foi demonstrada por Chávez citando o próprio regulamento interno, a Carta da ONU, naqueles pontos em que foi flagrantemente desprezado. Assim, a elaboraçom foi obra de 30 estados auto-eleitos, sem que os restantes pudessem participar nem emendar nada. O documento foi repartido cinco minutos antes da votaçom, que contodo nom chegou a existir, já que "umha martelada ditatorial" sentenciou que existia umha unanimidade falsa. Daí que o presidente venezuelano afirmasse que "outros podem renunciar a denunciar isto, mas a Venezuela nom" [...] "seria o último: aceitarmos a ditadura aqui neste salom!".

Chávez denunciou na conferência de imprensa que se seguiu, alto e claro, a hipocrisia dos estadistas que periodicamente se reúnem na sede das Naçons Unidas para aprovarem textos inúteis que som sistematicamente incumpridos, como aconteceu com os chamados Objectivos do Milénio de 2000, e continuará a acontecer com os aprovados agora, em 2005, que configuram, em palavras de Chávez, "um documento selado com umha forte tinta imperialista, um perigoso instrumento para o resto de povos do mundo e para a soberania das naçons".

EUA: Estado terrorista

Quanto ao papel dos Estados Unidos no palco internacional, o líder bolivariano nom foi menos contundente: "Míster Bush representa o mais cru e selvagem imperialismo que ameaça o mundo de hoje", e "os EUA som um Estado terrorista", citando como exemplo o genocídio contra o povo iraquiano e o uso de napalm para "derreter" a populaçom da cidade de Falluja, exterminada sem piedade polo exército ocupante norte-americano.

Na política interna ianque, solidarizou-se com o povo negro e pobre que padece a política criminosa da elite financeira e de extrema direita adscrita ao Partido Republicano, citando como exemplo o abandono de "negros e pobres" em Nova Orleans ante a anunciada chegada do Furacám Katrina.

Ligou também a cada vez maior virulência dos furacáns com a mudança climática e o efeito estufa provocada polo actual modelo energético: "O mundo nom agüenta o American Way of Life", sentenciou, lembrando ainda que a populaçom estado-unidense, representando 5% d@s habitantes do planeta, consomem 25% do petróleo.

O presidente da Venezuela bolivariana mostrou-se convencido de que as suas palavras representam o sentir de milhons de habitantes do planeta, que nom som escuitad@s, e muito menos atendid@s, polas elites responsáveis polo caos a que o mundo está a ser conduzido.

Pola nossa parte, deste pequeno canto da Europa Ocidental chamado Galiza, aplaudimos as dignas palavras de Hugo Chávez e encorajamos o povo venezuelano a continuar a dar exemplo aos povos do mundo com a sua resistência anti-imperialista e o seu avanço real na conquista de direitos sociais para a maioria frente à oligarquia pró-imperialista vendida ao amo ianque.

Escuita na íntegra o discurso de Hugo Chávez ante o Pleno da ONU (22 m. 32 sg.)

 

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O líder bolivariano deu exemplo de dignidade e coragem política denunciando a farsa como razom de ser da Organizaçom das Naçons Unidas (ONU)