Compostela: Presidente da Cámara defende projecto faraónico do PP

6 de Janeiro de 2006

A eventual suspensom definitiva das obras da Cidade da Cultura conta com a oposiçom do ex-comunista José Sanches Bugalho, presidente da Cámara de Compostela, que ontem mostrou o seu rechaço a essa possibilidade anunciada pola Conselharia da Cultura.

Arvorando o mais podre dos localismos, Bugalho, que preside um governo de coligaçom formado polo PSOE e o BNG, afirmou que vai "brigar para que os arquitectos nom sejam substituídos" e que "se mantenha o desenho actual". Segundo declarou aos media, a Conselharia que preside Ángela Bugalho informou da próxima suspensom efectiva das obras, orçadas em 324 milhons de euros (22000 milhons de pesetas no início). O esbanjamento injustificado de dinheiro público num ámbito em que tantas necessidades reais existem provocou essa decisom do Governo autonómico, o que supujo umha mudança a respeito das dúbias críticas anteriores do PSOE e o BNG. Porém, nem todos os sectores de ambas organizaçons concordam com a medida, e o esquerdista renegado que preside a instituiçom local compostelana situa-se do lado do PP defendendo o projecto da Junta anterior, ainda admitindo que poda haver algumha mudança que garanta a continuidade do mausoleu da Cultura concebido polo Governo do fascista Manuel Fraga.

Sanches Bugalho, ainda mantendo posiçons maximalistas face ao reformismo da Conselharia, deu a entender que a paralisaçom nom será definitiva e que a obra continuará avante. Essa possibilidade seria inaceitável num país tam necessitado de umha verdadeira política cultural que oriente os investimentos na direcçom certa do apoio a um tecido associativo popular e independente. Todo o contrário do elitismo museístico e esbanjador representado pola chamada Cidade da Cultura, que suporia umha hipoteca para a existência de umha outra orientaçom cultural da política institucional.

O passar do tempo dá nesta questom toda a razom às críticas e propostas da esquerda independentista, quando vemos novos e variados sectores criticar a continuidade das obras de um projecto tam disparatado como inservível para a construçom nacional da Galiza em termos culturais.

 

Voltar à página principal

 

 

Mais umha vez, Sanches Bugalho reafirma as suas posiçons harmónicas com as da direita fraguista