Vizinhança de Narom mobiliza-se contra a nova cimenteira

2 de Outubro de 2005

A vizinhança da paróquia naronesa de Castro manifesta-se hoje novamente contra a pretensom de "Cementos Galegos" de instalar umha segunda cimenteira na zona. O movimento vicinal levava meses de oposiçom e reivindicaçom ante o Governo autonómico anterior, que apoiava a instalaçom de umha indústria altamente poluente, a só 170 metros dos primeiros núcleos habitados. Agora a pressom popular continua com o novo Governo, que ainda nom paralisou o projecto.

Lembremos que este tipo de indústria, segundo denunciam os vizinhos e vizinhas, e a própria ADEGA, supom um importante risco para a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, além de para a populaçom da zona, já que no processo de elaboraçom do cimento som utilizadas escórias de metais pesados procedentes de Megasa, fábrica siderúrgica do mesmo Concelho de Narom, e outros componentes perigosos.

E essa perigosidade, que inclui o risco de cancros e outras doenças pulmonares, hepáticas, renais, asmas, esterilidades, alteraçons nevrológicas, etc, está na base dos protestos vicinais, cujos porta-vozes já falárom com representantes da nova Conselharia do Ambiente sem receber confirmaçom da suspensom do projecto. O colectivo afectado apresentou meses atrás um recurso contra a licença ambiental, cujo expediente administrativo nom foi até hoje feito público pola Junta.

Outros pontos da Galiza tenhem sido ameaçados nos últimos tempos pola instalaçom de indústrias semelhantes. É o caso de Rande (Redondela, comarca de Vigo) e Portas (comarca de Caldas), onde a pressom popular conseguiu paralisar a imposiçom de cimenteiras como a segunda prevista para Narom. Todas elas tenhem em comum a falta de cumprimento da legislaçom ambiental e a forte oposiçom que provocárom entre a populaçom atingida.

 

Voltar à página principal

 

 

Imagem de umha das mobilizaçons vicinais contra a segunda cimenteira em Narom (Trasancos)