Artigo d@s cinco jovens acusad@s de "associaçom ilícita" pola Guarda Civil

9 de Junho de 2005

Reproduzimos o artigo de opiniom publicado por Rebelión, da autoria d@s cinvo jovens independentistas de BRIGA detid@s em dias passados pola Guarda Civil e acusad@s de "associaçom ilícita" após a campanha antimilitarista contra o desfile militar da Corunha.

 

Operaçom repressiva da Guarda Civil à juventude revolucionária galega

Diego Bernal Rico, Vreixo Formoso Lopes, Íria Leis Figueiroa, Berta Lopes Permui, Afonso Mendes Souto. Jovens acussad@s de associaçom ilícita por ser militantes de BRIGA

Entre os dias 2 e 3 de Junho, fomos detid@s na Corunha cinco militantes da organizaçom juvenil da esquerda independentista galega BRIGA. Fomos interrogad@s em dependências da Guarda Civil, submetid@s a registos nos nossos carros e ao bloqueio dos nossos computadores e, posteriormente, levad@s a declarar perante a juíza. Saímos em liberdade provisória com cargos, obrigad@s a ir cada quinze dias ao julgado, sem safarmos quatro de nós de termos que passar umha noite nos calabouços da benemérita. Cinco detençons que, como pudemos saber posteriormente, graças ao publicado nalguns meios de comunicaçom, informados por sua vez por EFE, se realizárom no quadro da "Operación Cacharrón", desenvolvida pola Guarda Civil com o objectivo de "desmantelar" a nossa organizaçom.

Polos vistos, os aparelhos repressivos do Estado espanhol, nomeadamente para a benemérita, a actividade desenvolvida por BRIGA nestes oito meses de existência é motivo suficiente para lançar umha campanha de repressom e intoxicaçom que tenciona impedir o nosso crescimento e inclusive procura a nossa desarticulaçom.

E dizemos bem, intoxicaçom, além de repressom, porque só assim é que pode ser qualificado o comunicado emitido pola Guarda Civil, que recolhem os meios anteriormente citados. As actividades e iniciativas desenvolvidas por BRIGA eram relatadas tal como se a nossa fosse umha organizaçom clandestina que praticasse a luita armada, e nom o que realmente é, umha organizaçom juvenil revolucionária, enquadrada no Movimento de Libertaçom Nacional Galego (MLNG), que realiza as suas actividades de modo absolutamente público e à qual as únicas acçons hipotética e teoricamente "delitivas" que podem ser-lhe imputadas som as que se enquadram na lógica das dinámicas da desobediência civil.

De facto, é mais do que provável que o detonante da "Operación Cacharrón" nom fosse outro que o mal-estar gerado entre as esferas militares espanholas, entre o PSOE de Paco Vasques, pola intensa campanha que BRIGA levou avante na Corunha, cidade onde se concentrárom as detençons, contra o desenvolvimento do desfile militar do dia das Forças Armadas do passado dia 29 de Maio. Lembremos que um dos actos estrela desta campanha foi a tentativa de derrubar a estátua de mais de três metros de altura do general Millán Astray que existe no centro desta cidade, diante do quartel de Atocha, facto polo qual já foram detidos os três activistas da nossa organizaçom que participaram na acçom, e que na actualidade se encontram em situaçom de liberdade com cargos e à espera de julgamento.

Mas a posibilidade de esta operaçom repressiva ter sido fruto do capricho dalgumha instáncia militar nom lhe resta importáncia nengumha a estas detençons, senom que a agudiza. Ao formularmos esta hipótese, estamos a pôr de relevo o poder do militarismo na suposta democracia espanhola, capaz de activar os mecanismos legais que permitem a detençom de cinco jovens, pondo em cima da mesa a possível ilegalizaçom dumha organizaçom juvenil. Aliás, esta hipótese assenta em consideraçons fundadas em factos, como que dous dos detidos na "Operación Cacharron" já foram detidos umha semana antes por terem partcipado na acçom contra a estátua do criminoso de guerra e fundador da Legión, sendo naquela ocasiom presos por membros da Polícia Nacional e levados ante o juiz sob uns cargos muito semelhantes aos que agora lhes imputa a Guarda Civil. A qualquer observador minimamente atento, tem que resultar-lhe estranho que dous corpos policiais fagam um trabalho praticamente análogo por duplicado. Porém, a acusaçom de "associaçom ilícita" é um salto qualitativo na repressom contra a esquerda independentista galega que deve ser confrontada a partir da serenidade e a contundência revolucionárias.

Infelizmente, a gravidade dos factos que denunciamos está a deparar com um muro de silêncio por parte dos meios de comunicaçom convencionais, assim como com a passividade e o olhar para outro lado da maioria das organizaçons autoproclamadas de esquerda na Galiza. Em plena campanha eleitoral ao Parlamento autonómico, a detençom de cinco militantes da juventude independentista e socialista galega tivo como única resposta um apagom informativo para evitar afectar assim a virtual "normalidade democrática". Os grandes meios de comunicaçom agírom coordenadamente seguindo as palavras de ordem do Estado espanhol: nom publicar nada a respeito da operaçom repressiva contra BRIGA. A imprensa silenciou totalmente os comunicados da nossa organizaçom e os de aquelas que mostrárom a sua solidariedade com nós, dando tam só algum espaço ao comunicado emitido pola Guarda Civil. A difusom da informaçom dependeu tam só dos meios alternativos da Internet e dos métodos tradicionais de agitaçom, colagem de cartazes e pintadas, nas ruas galegas.

A atitude das forças maioritárias da esquerda institucional e das entidades que se situam nas suas proximidades é realmente vergonhenta. Que quem afirma ser pola denúncia da repressom espanhola na Galiza nom diga nem umha só palavra sobre uns factos tam sumamente graves dá boa mostra da sua estatura moral. Porém, nom é de estranhar umha atitude assim de quem tam só daria umha mao à esquerda independentista galega se fosse para lhe apertar o pescoço.

Contraditoriamente ao afirmado no "parte de guerra" da Guarda Civil, BRIGA nom está desarticulada, nom tem pensado retirar-se da actividade pública, nem renunciar aos seus legítimos objectivos tácticos e estratégicos. Continuamos avante na nossa luita pola defesa dos interesses da juventude trabalhadora galega, no quadro da estratégia de libertaçom nacional e social de género. Continuamos, portanto, ainda com mais força na difusom do direito à rebeliom, na luita por umha Galiza independente, socialista e nom patriarcal.

 

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