NÓS-Unidade Popular pergunta ao novo Governo se vai seguir as recomendaçons do Conselho da Europa em matéria de língua

25 de Setembro de 2005

A publicaçom polo Conselho da Europa do relatório de que já informamos no nosso web em dias passados nom provocou até hoje a reacçom de quase nengumha formaçom política nem institucional. Nem sequer da entidade normalizadora ligada ao BNG, a Mesa pola Normalización Lingüística. A única excepçom foi NÓS-Unidade Popular, que acaba de difundir um comunicado em que pergunta à Junta da Galiza se terá em conta as claras recomendaçons do organismo europeu.

No seu comunicado, que podes ler directamente no web da formaçom independentista, salienta-se a trascendência do posicionamento do Conselho da Europa, com propostas "que superam em ambiçom e concreçom as abstracçons e generalidades do Plano Geral de Normalizaçom Lingüística". Ante tal evidência, NÓS-UP afirma esperar "que sejam tidas em conta e incorporadas a umha planificaçom lingüística que rompa com tantos anos de imposiçom do espanhol e faga do galego a primeira língua oficial da Galiza".

Longe de toda a retórica pseudo-normalizadora que costuma rodear o tema, o comunicado independentista pergunta sobre seis questons concretas em relaçom com o relatório do Conselho da Europa: a proposta para a implantaçom de um modelo de imersom em galego no ensino público da Galiza; o pedido para umha galeguizaçom efectiva dos aparelhos judicial e administrativo; a recepçom das ondas de rádio e televisom portuguesas; o fomento das relaçons galego-portuguesas em ámbitos como a cultura, a educaçom, a informaçom e outros; e finalmente a própria colaboraçom com a instituiçom europeia para futuros estudos da situaçom sociolingüística galega, ante as queixas de falta de compromisso por parte das instituiçons espanholas com o Comité de Peritos encarregado do relatório.

É esperável e exigível que novas entidades políticas e normalizadoras, além da própria Secretaria Geral da Política Lingüística, se posicionem em breve prazo ante as conclusons e propostas do Conselho da Europa sobre a realidade social da língua da Galiza.

 

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O contundente relatório do Conselho da Europa está a passar injustificavelmente despercebido para as instituiçons públicas e forças políticas galegas