Coronel de Artilheria espanhol difunde mensagens golpistas a milhares de militares na Intranet do Ministério da Defesa

22 de Julho de 2005

José Maria Manrique, coronel de Artilharia espanhol de 56 anos encarregado da ligaçom do Exército de Terra com a Direcçom Geral da Guarda Civil, difundiu mensagens golpistas a milhares de militares na Intranet do Ministério da Defesa no passado 26 de Junho, reivindicando a obrigaçom militar de garantir a "indissolúvel unidade da Naçom espanhola".

As mensagens começavam com um "A Espanha servir até morrer!", reproduzindo-se a seguir vários artigos da Constituiçom espanhola, com frases destacadas em negrito como "a indissolúvel unidade da Naçom espanhola", "as Forças Armadas tenhem como missom defender a sua integridade territorial e o ordenamento constitucional", e "os espanhóis tenhem o direito e o dever de defender Espanha".

Também se incluía a fórmula franquista de juramento à bandeira, que fala de "derramar, se necessário, em defesa da honra e independência da Pátria e da ordem dentro dela, até a derradeira gota de sangue".

Em tom apocalíptico, o coronel continuava proclamando que "Ante os últimos acontecimentos, sinto que se nos reclama cada vez com mais força e clareza o juramento que figemos no seu dia. De nada servirá a nossa vida [...] se nom formos congruentes com o sentido que inicialmente lhe demos e com o que juramos defender: a unidade e integridade da Pátria (e nom esqueçamos o alcance do sentido religioso de todo juramento). Espero que, desde qualquer situaçom em que nos acharmos, Deus nom permita que assistamos à desmembraçom de Espanha sem podermos fazer nada por a defender. Deus salve Espanha!".

O chamado à sublevaçom militar foi considerado como "falta disciplinária ligeira, consistente em fazer reclamaçons ou pedidos em termos irrespeitosos ou prescindindo dos cauces regulados" (?!), e punido com a sançom menor possível dentre as previstas polo código de disciplina: oito dias de prisom domiciliar.

Algumhas fontes jurídicas estimárom que os factos constituírom, no mínimo, falta grave, sendo também possível considerá-los "delito de sediçom" ou "incitaçom à desobediência colectiva frente ao poder legítimo".

Porém, esse "poder legítimo" deu mais umha mostra de compreensom para aqueles que, ocupando postos relevantes no seu aparelho estatal, nom deixam de abraçar a ideologia do regime que outorgou a liberdade vigiada que ainda hoje vivemos.

 

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