Corrupçom a esgalha: a Junta do PP e os "negócios" do chefe dos patrons

22 de Fevereiro de 2006

A saída à luz das operaçons de corrupçom protagonizadas polo ex-presidente da Cámara da Corunha, Francisco Vasques, permitiu agora que, puxando o fio à meada, ficasse em evidência a trama de um dos seus principais "sócios", Antonio Fontenla, presidente da Confederaçom de Empresários da Galiza (CEG). Em concreto, segundo vem sendo publicado nos últimos tempos sem nengum tipo de desmentido no jornal La Opinión, o chefe dos patrons na Galiza partilhava com o cunhado do ex-director geral da Indústria (Ramón Ordás Badia), o industrial Luís Castro Valdivia, umha rede empresarial que controlava nada menos que todas as concessons de centrais hidráulicas nos rios galegos e a construçom de parques eólicos.

Umha rede de influências em que também participava Francisco Vasques através dos filhos e a mulher, María del Carmen de la Iglesia, com a empresa "Hidroeléctrica del Arnoya", que conseguiu licenças para aproveitamento hidráulico nos rios Corçám e Jalhas, em Negreira e Outes, e no rio Barcês, em Carral, e que conseguiu licenças na etapa final do fraguismo para a construçom do parque eólico do Chao, entre os concelhos de Ourol e Muras. A empresa de Fontenla e dos parentes de Vasques, em crescimento permanente, absorveu a "Compañia Gallega de Minicentrales" e a "Promotora Eólica Coruñesa".

Como corresponde a bons "companheiros" de negócios, o construtor Fontenla, por sua vez, introduziu Castro Valdivia na "Asociación Provincial de la Construcción" quando era presidida polo próprio Fontenla, e ambos participam em 50% na "Hidroeléctrica del Giesta", participaçom estabelecida graças a umha empresa da mulher e filhos de Antonio Fontenla (Gespifont) e do "Instituto Energético de Galicia", da qual Castro Valdivia, Fontenla, um irmao e um filho eram sócios e que agora pertence só ao primeiro.

Os dous "audazes" empresários tenhem licenças de aproveitamento hidroeléctrico em quatro rios galegos, controlando ainda a sociedade "Energias de ourol", dedicada ao sector eólico. Naturalmente, a Conselharia da Indústria em maos do PP aprovava os estudos de impacto ambiental de todas essas actuaçons hidráulicas sem maiores problemas. Mas nom é todo: Castro Valdivia, Antonio Fontenla e a "família Vasques" possuem as sociedades "Técnicas y Servicios Energéticos de Galicia", "Desarrollo Energético de Galicia", "Desarrollo Energético de La Mariña" e "Desarrollo Energético de A Lama", com exploraçons diversas em rios como o Giesta, na Lama (Terra de Montes).

Máfia empresarial e política

A complexa trama de negócios garantidos pola corrupçom da Administraçom autonómica do PP inclui outros empresários "de prestígio" como o armador ribeirense Antonio Vidal Pego, fugido e procurado pola Interpol por falsidade, fraude, delito ambiental e obstrucçom à justiça, que também partilhava empresas de exploraçom energética com o ínclito Castro Valdivia, o cargo do PP "amigo" de Fontenla e Francisco Vasques. Projectos eólicos destes elementos chegárom a ser declarados "de utilidade pública" polo Governo do Partido Popular, como o parque do concelho de Ourol, com um investimento de 15,4 milhons de euros.

Estamos a falar de umha verdadeira máfia política, empresarial e financeira que inclui parentes de cargos públicos do PP como Castro Valdivia, dirigentes do PSOE como Francisco Vasques, e o actual chefe dos patrons galegos, Antonio fontenla, junto a outros conhecidos empresários hoje perseguidos pola Interpol. Umha máfia que, incrivelmente, ainda nom foi denunciada nem há actuaçons legais previstas contra ela. De facto, fontenla continua no seu posto de líder patronal enquanto Vasques decidiu ir embora por umha temporada como embaixador à "Santa Sede".

Com efeito, e por enquanto, a actual Conselharia da Indústria ainda nom fijo denúncia nengumha, em linha com o seu critério de deitar terra sobre a corrupçom e nepotismo dos 16 anos de fraguismo. Confirma-se que ser ladrom de colarinho branco é um bom negócio que quase sempre sai bem, ao tempo que se entende melhor a defesa do "livre mercado" por parte de todos esses "democratas". Um "livre mercado" que mais umha vez descobre as suas regras de jogo: a liberdade dos de sempre para se enriquecerem com descaramento utilizando as instituiçons públicas através dos partidos que as suas empresas financiam e, isso sim, atrevendo-se a moralizar a sociedade sobre a necessidade de "apertar o cinto", "racionalizar e flexibilizar o mercado de trabalho" e, em definitivo, fazer do neoliberalismo o novo catecismo do corrupto.

 

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Castro Valdivia (cunhado do director geral da Indústria do PP) e Antonio Fontenla (presidente da CEG) enchêrom -e enchem- os bolsos a maos-cheias graças aos seus "negócios"...