Quase seiscentas pessoas manifestárom-se contra a marcha militar espanhola na Corunha

29 de Maio de 2005

A convocatória da plataforma do Manifesto "Nom os queremos", contra o desfile militar do chamado Dia das Forças Armadas espanholas reuniu mais de 500 manifestantes, no acto mais numeroso de quantos fôrom convocados nas últimas semanas polos mais diversos colectivos galegos. O carácter aberto e unitário da convocatória, que partiu das Bases Democráticas Galegas (BDG), NÓS-UP, PCPG, BRIGA, AMI, AGIR e CEIVAR, permitiu que também a Assembleia Aberta da Corunha contra o Desfile aderisse, bem como colectivos diversos da Corunha e doutros pontos do País.

A manifestaçom partiu passadas as 13 horas da praça de Pablo Iglésias, no bairro corunhês do Castrilhom, percorrendo várias ruas, sempre rodeada de carrinhas das unidades de choque da Polícia espanhola, que chegou a ameaçar com umha carga quando um grupo de manifestantes cortou a passagem a um camiom militar que se aproximou do percurso da mobilizaçom.

As centenas de pessoas que protestárom contra a presença militar nas ruas da Corunha continuárom até umha praça próxima da estaçom dos autocarros, coreando palavras de ordem antimilitaristas e em defesa da dignidade e os direitos nacionais da Galiza. "Militares, parasitas sociais", "Fora a Polícia espanhola", "Exército espanhol, fascista e repressor", "Fora as forças de ocupaçom"... fôrom algumhas das mais repetidas.

A esquerda independentista, cujas diversas entidades tenhem trabalhado firmemente na campanha antimilitarista que hoje culminava, tivo também umha destacada presença na manifestaçom unitária. A sua inequívoca aposta pola unidade do movimento popular viu-se referendada por umha boa resposta de participaçom, só empanhada pola autoexclusom de aqueles que, em lugar do trabalho conjunto, preferem defender particularismos e protagonismos alheios aos interesses dos próprios movimentos sociais e do povo trabalhador galego.

Tal como estava previsto, Xurxo Souto leu o manifesto final. A seguir, entoou-se o Hino Nacional Galego e encerrou-se o acto de protesto, que já constitui um novo exemplo de qual é o caminho a seguir para aumentar a incidência social das forças populares anti-sistémicas: a unidade, a partir do respeito à diversidade, nas ruas da Galiza que luita.

No web de NÓS-Unidade Popular podes ver umha ampla reportagem fotográfica

 

Ver Especial contra o Desfile militar na Corunha

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