Desastres naturais aumentam de ano para ano, tendo matado 350.000 pessoas nos últimos doze meses

19 de Dezembro de 2005

Dados oficiais da Organizaçom Meteorológica Mundial (OMM) confirmam a tendência à alta dos desastres naturais no Planeta. Só nos últimos doze meses, 350.000 pessoas morrêrom e 200.000 milhons de dólares foi o saldo económico do incremento, devido em boa medida à actividade predadora do capitalismo em praticamente todo o mundo.

O mais catastrófico dos desastres naturais e meteorológicos foi o tsunami do passado 26 de Dezembro, seguido polo terramoto de 8 de Outubro no Paquistám (70.000 mortes). Além disso, 2005 foi o ano com mais tormentas tropicais, atingindo o número de 26. O recorde anterior estava em 21, no ano 1933. O efeito estufa é identificado polos especialistas como sendo umha das causas principais desse aumento de tormentas de cada vez maior poder destruidor. Também os 14 furacáns de 2005 ultrapassárom o recorde de 12 em 1969, sendo sete deles de categoria 3 ou mais na escala de Saffir-Simpson.

Ainda em relaçom com a mudança climática, 2005 foi o segundo ano mais calorento dos últimos anos, depois de 1998 (o mais cálido dos últimos 60), e um dos quatro mais quentes desde que começárom a medir-se as temperaturas anuais, em 1861.

Pode-se acrescentar que 2005 registou o nível mais baixo de sempre na camada de gelo do Árctico, que está já 20% por baixo da média entre 1979 e 2004. Extremas secas face a fortes chuvadas e inundaçons tenhem causado ao longo do último ano numerosas mortes e perdas materiais, nomeadamente nos países empobrecidos e nas classes sociais baixas de países como os EUA ou da Uniom Europeia.

Também a UNICEF resumiu o acontecido no último ano qualificando 2005 como "ano de emergências sem precedentes", salientando que "umha série extraordinária de desastres naturais, crises alimentares e conflitos desgarrárom as vidas de dezenas de milhons de pessoas", e que nunca tivera de atender tantas emergências num só ano.

Porém, nengum dos organismos citados chega a indicar as responsabilidades do capitalismo como causante dos desequilíbrios ambientais e da falta de previsom e atendimento adequado às vítimas, o que ficou bem ao léu neste ano com o acontecido em Nova Orleáns durante a passagem do furacám Katrina.

 

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Paisagem de Nova Orleáns, abandonada polo Governo ianque durante e após a passagem do furacám Katrina