Ocupaçom militar e policial espanhola da Corunha provoca importantes trastornos na cidade

26 de Maio de 2005

A poucos dias do desfile com que o Estado espanhol pretende culminar a intensa campanha militarista desenvolvida nas últimas semanas, a cidade da Corunha sofre importantes trastornos devido à ocupaçom policial e militar.

Os controlos policiais nas entradas e saídas provocam engarrafamentos de quilómetros de veículos, evitando a livre circulaçom das pessoas. Guarda Civil e Polícia espanhola, com veículos pesados e helicópteros incluídos, bloqueiam ruas e estradas arbitrariamente impondo rígidos controlos a qualquer hora e em qualquer local da urbe galega.

Confirma-se também que vários parques de estacionamento do centro vam ser clausurados durante o fim de semana, com a escusa de garantir a segurança das autoridades espanholas que assistirám à jornada belicista coorganizada entre o Ministério da Defesa e o Governo municipal, ambos em maos do PSOE.

Prevê-se que mais de 1.100 soldados das Forças Armadas espanholas marchem sobre a cidade da Corunha, numha agressom simbólica à Galiza em forma de afirmaçom de umha espanholidade que tencionam fazer assumir ao nosso povo de maneira definitiva. Porém, importantes e diversos sectores manifestam o seu rejeitamento ao militarismo e chauvinismo que destilam as manobras de um exército historicamente caracterizado polo seu golpismo e por declarar guerras contra os povos que di defender, um exército sempre em maos e ao serviço da burguesia oligárquica espanhola. Um exército que ainda hoje é garante da subsistência desse cárcere de povos consagrado pola Constituiçom espanhola de 1978.

Continuam os actos contra o desfile

Entretanto, continuam as actividades sociais de todo o tipo contra a presença militar espanhola na cidade da Corunha. Concentraçons de mulheres, juvenis, estudantis, palestras, distribuiçom de propaganda, realizaçom de murais... som numerosas e diversificadas as iniciativas.

À espera da manifestaçom convocada para o mesmo dia 29 às 13 horas na praça Pablo Iglesias pola plataforma do Manifesto contra o Desfile, que concluirá com a alocuçom de Xurxo Souto às pessoas participantes, as entidades que a promovem continuam com a campanha agitativa contra a presença das forças de ocupaçom no nosso país.

Segundo informa BRIGA no seu web nacional, um militante da entidade juvenil independentista foi detido por polícias espanhóis no interior do estádio de Riazor durante o jogo do passado fim de semana, "acusado" de despregar umha faixa com a legenda "Que se vaiam!", que foi imediatamente retirada pola própria Polícia. Também alguns dos numerosos murais realizados na Corunha por BRIGA fôrom eliminados das paredes por ordem da Cámara municipal, enquanto @s membros do amplo movimento contra o desfile som objecto de seguimento e assédio policiais cada vez mais evidentes e intensos.

 

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Com a campanha militarista das últimas semanas, as autoridades pretendem vender-nos um exército espanhol "humanizado". Na imagem, o General Juan Yagüe; o Delegado do Governo espanhol na Galiza, Manuel Ameixeiras; o coronel José Navas, e o vice-presidente da Cámara da Corunha, González Garcés
BRIGA é umha das entidades activamente implicadas na campanha contra o desfile militar espanhol