Bush reconhece 30.000 civis mortos no Iraque
13 de Dezembro de 2005
A longa campanha polo controlo político do Iraque e polo saque dos seus recursos naturais custou já a vida de muitas dúzias de milhares de pessoas. Se organismos internacionais no governamentais falavam já de mais de 100.000 civis mort@s em Novembro de 2004, agora o líder dos genocidas, George W. Bush, reconheceu 30.000 como o número de civis mortos no Iraque.
Segundo a definiçom
jurídica contida no artigo 2 da Convençom de 1948 para a Prevençom
e a Sançom do Delito de Genocídio, ainda hoje vigorante, a tipificaçom
do genocídio passa, no mínimo, por duas circunstáncias
que se verificam no caso iraquiano: a "matança de membros de um
grupo" e a "lesom grave à integridade física ou mental
dos membros de um grupo". Ambos supostos devem ter como alvo "um
grupo susceptível de ser identificado", o que também acontece
na campanha imperialista contra o povo iraquiano. Mesmo dando por boas as
batoteiras contas de Bush, que entre outras cousas "esquece" os
12 meses iniciais da ocupaçom, os tribunais penais internacionais deviam
estar a actuar já há muito contra Bush e os seus sequazes. Nomeadamente
tendo em conta a existência contrastada do uso de armas químicas,
torturas e execuçons extra-judiciais sistemáticas contra civis
iraquian@s.
Evidentemente,
a actuaçom judicial da chamada "comunidade internacional"
nom vai chegar enquanto os EUA liderarem foros como a ONU, ligados mesmo fisicamente
ao território e o sistema ianque, e carentes de qualquer hipótese
e vontade de pararem os pés ao genocida imperialismo norte-americano.
Nestas condiçons, a exemplar resistência patriótica iraquiana
é o único recurso possível de autodefesa de um povo esmagado
que nom se resigna. Por mais que os EUA continuem a prometer mais sangue e
a continuaçom da ilegal e ilegítima ocupaçom do país,
nom temos nengumha dúvida da vitória das forças populares
iraquianas levantadas contra o imperialismo. Sendo a própria iniciativa
do povo do Iraque o fundamental, a solidariedade internacional nom deve faltar
para garantirmos a derrota de Bush. Devemos continuar a denunciar o genocídio
em curso e apoiar sem reservas a resistência.