América Latina: sai à luz colaboraçom de multinacionais e militares na repressom dos anos 60 e 70

17 de Maio de 2005

O jornal brasileiro O Globo difundiu documentos inéditos dos serviços secretos brasileiros e norte-americanos que confirmam o envolvimento directo de grandes empresas multinacionais na política repressiva das ditaduras militares brasileira e argentina durante as décadas de 60 e 70, chegando até 1985. Fruto dessa colaboraçom, fôrom numerosas as torturas e mortes aplicadas a activistas operários e antifascistas, ficando a dia de hoje impunes as responsabilidades polo acontecido nesses anos no continente americano sob a tutela ianque.

A documentaçom revelada polo citado jornal cita multinacionais e grandes empresas do capitalismo mundial como a Volkswagen, Scania, Chrysler, General Motors e Firestone, afirmando que costumavam elaborar e entregar aos serviços secretos militares e policiais listagens de trabalhadores e trabalhadoras suspeitas de actividades sindicais ou consideradas subversivas.

Alguns representantes empresariais chegárom a justificar as delaçons com base em argumentos como que "estávamos a defender as nossas empresas dos terroristas, da subversom" (Synesio de Oliveira, representante no Brasil do grupo Constanta, empresa incorporada mais tarde à multinacional Phillips).

Volkswagen, Chrysler, Scania e Firestone contavam na altura com departamentos internos que incluiam agentes da Dops (serviços secretos) brasileira e com militares a espiar assembleias e actividades sindicais.

Na Argentina, há conhecimento concreto de representantes de trabalhadores/as que fôrom torturados e assassinados graças à colaboraçom da multinacional Mercedes Benz. Até hoje, nengum dos sucessivos governos brasileiros e argentinos agiu em relaçom com o conhecido conluio existente entre o capital transnacional e os exércitos fascistas que tantas mortes provocárom durante anos de brutais ditaduras.

 

Voltar à página principal