Nova conselheira da Educaçom garante continuidade do apoio da Junta ao ensino privado

5 de Setembro de 2005

É claro que a educaçom pública e de qualidade deve ser um dos eixos de qualquer política que aspire a ser minimamente progressista. No caso do novo Governo autónomo galego, a conselheira da Educaçom, Laura Elena Sánchez Piñón, descartou umha mudança estratégica nesse campo, após a reuniom que mantivo hoje com o representante do patronato do ensino privado actuante na Galiza.

Depois de que nos últimos dias se falasse da possibilidade de umha restriçom na política dos chamados "concertos" ou acordos económicos com o ensino privado, que tantos prejuízos ocasiona na qualidade do ensino público, a reuniom de hoje serviu para que tanto o representante patronal como a conselheira saíssem da mesma confirmando a manutençom dos concertos. Assim, a revisom anunciada ficará reduzida a "aspectos técnicos", sem que a quantidade anual vaia ser reduzida por enquanto, segundo palavras de Sánchez Piñón, que realizou as suas declaraçons à imprensa em perfeito espanhol, incumprindo assim o acordo de governo também no referente a uso do galego polos cargos públicos.

O representante patronal do ensino privado, também em espanhol, mostrou a sua satisfaçom polas garantias dadas pola conselheira, que lhe confirmou o continuísmo nos privilégios outorgados polos governos presididos por Fraga aos centros privados. Assim, segundo dados da CIG, o ensino privado recebeu em 1989 (ano da chegada de Fraga à presidência) 45 milhons de euros. Em 2005, a quantidade atingiu os 198 milhons, o que significa um aumento de 421% em todos estes anos, e um claro desvio dos limitados recursos dedicados à educaçom, que evita investimentos em aspectos como o transporte escolar, a rede de refeitórios, infraestruturas, formaçom docente, etc., em que o ensino público é deficitário.

A própria CIG criticava no passado mês de Maio o modelo educativo do PSOE, continuísta com o do PP, e em concreto o ante-projecto de lei redigido em Madrid, que, em palavras da central nacionalista, "consolida este modelo [de "concertos"], já que nom legisla nada no sentido de reduzir os concertos no ensino obritagório, nem se ponhem impedimentos para os concertos no ensino pós-obrigatório".

Os primeiros passos do novo Governo da Junta da Galiza indicam que o PSOE está decidido a aplicar essa política, graças à cessom por parte do BNG de umha área estratégica para a construçom nacional e social como é o ensino.

 

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