Níveis de dióxido de carbono na atmosfera subírom mais do que nunca em 2005

21 de Março de 2006

Os níveis de dióxido de carbono suportados pola atmosfera terrestre subírom em 2005 mais de 2,6 partes por milhom de moléculas, ao ponto de ficar estabelecido um novo recorde no crescente aquecimento global do planeta. Som dados oficiais da Administraçom Nacional Oceánica e Atmosférica, adscrita ao Departamento do Comércio do Governo estado-unidense.

Numha comparativa histórica, os níveis atmosféricos actuais de CO2 superam em 36% os existentes antes do início da segunda fase da Revoluçom Industrial, na segunda metade do século XIX.

Foi em 1988 que um cientista norte-americano, Jim Hansen, da NASA, deu o primeiro sinal de alarme quanto à mudança climática em curso e à gravidade do fenómeno que ficou conhecido como efeito estufa.

Mas é na última década que a progressom do aquecimento global está a ser mais acelerada. Calcula-se que cada ano estám a ser lançados seis bilions de toneladas de dióxico de carbono na atmosfera, principalmente através da queima de combustíveis fósseis, que aumenta a um ritmo de 2% mais cada ano.

Perante um panorama mais do que preocupante, com efeitos já verificáveis como o descongelamento dos gelos polares, a ameaça sobre as principais reservas de água potável e o crescente aumento do nível das águas, a única medida teórica e relativamente consensual adoptada polos principais estados é o chamado Protocolo de Kyoto, que prevê a reduçom para 2012 da emissom dos gases de efeito estufa a níveis de 5,2% abaixo dos registados em 1990.

Um objectivo que só adia minimamente a ameaça mas que está a ser incumprido pola prática totalidade de estados assinantes, Estado espanhol incluído. Outros, como os EUA, principal emissor de CO2, recusárom-se até hoje a assinar o citado tratado.

 

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As centrais térmicas de Meirama e as Pontes som, junto à poluiçom produzida polo tránsito de veículos, os principais "contributos" do capitalismo em vigor na Galiza para o aquecimento global