NÓS-UP contra o encarceramento de dirigentes políticos bascos e por um processo negociador para a resoluçom do conflito

16 de Março de 2006

Coincidindo com a ofensiva judicial espanhola contra um grupo de destacados dirigentes da esquerda independentista basca, NÓS-Unidade Popular emitiu hoje mesmo um comunicado em que rejeita a ameaça de prisom contra "interlocutores reconhecidos".

A organizaçom socialista e soberanista galega reclama também que o governo espanhol mude a sua atitude "permitindo que poda avançar-se num processo de resoluçom que parta do reconhecimento do direito do povo basco a decidir sobre o seu próprio futuro". Achamos de interesse oferecer na íntegra o texto difundido pola Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular:

"Contra o encarceramento de membros da direcçom da esquerda independentista basca e pola resoluçom negociada do conflito entre o povo basco e o Estado espanhol

A Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular quer fazer público perante o povo trabalhador galego e a opiniom pública internacional a sua repulsa às medidas repressivas com que os poderes do Estado espanhol estám a tentar rebentar as possibilidades abertas para umha resoluçom democrática e negociada do longo conflito que enfrenta o povo basco com o Estado espanhol.

O pedido de prisom e o encarceramento efectivo de membros relevantes da direcçom política do movimento independentista basco, interlocutores reconhecidos de um processo que supere o confronto armado mediante vias de diálogo e democráticas, é mais umha tentativa dos sectores mais reaccionários do aparelho estatal espanhol, ligados à conservadora judicatura e ao Partido Popular, sim, mas também a facçons reconhecíveis no interior do PSOE, para gorar esse processo negociador.

A esquerda independentista galega quer nestes momentos enviar a sua solidariedade aos companheiros e companheiras da esquerda abertzale basca, e denunciar a negaçom sistemática de direitos civis e políticos que padece um sector muito importante da sociedade basca.

Da Galiza, reclamamos a restituiçom imediata desses direitos a todos os sectores que formam a sociedade basca, e que o Governo espanhol mude a sua atitude, permitindo que poda avançar-se num processo de resoluçom que parta do reconhecimento do direito do povo basco a decidir sobre o seu próprio futuro.

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 16 de Março de 2006"

 

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