Celulose de ENCE continuará a despejar mercúrio até 2020

27 de Dezembro de 2005

A chamada Electroquímica do Noroeste (Elnosa) vai continuar a despejar metais pesados à ria de Ponte Vedra nos próximos quinze anos, apesar da adesom a um plano programado pola Conselharia do Ambiente para a progressiva reduçom do uso de mercúrio no processo de produçom de cloro na factoria pontevedresa. A primeira reduçom tem como data máxima 2008 e a segunda 2011, dentro dos prazos estabelecidos pola Junta, que permitem a ENCE continuar a poluir a Ria de Ponte Vedra, no mínimo, até 2018.

A grande quantidade de dinheiro que a empresa gasta em promocionar o seu carácter "ecológico" nom consegue ocultar os maus cheiros e a utilizaçom de metais pesados, letais para a saúde das pessoas e o ambiente, incluído o mercúrio, que agora se confirma como elemento "estrela" da sua poluente actividade até 2020.

Ao anterior haverá que acrescentar os periódicos "incidentes" em forma de escapes de gás e produtos químicos. O último, denunciado pola Associaçom pola defesa da Ria, aconteceu no passado dia 2 de Dezembro, quando a cidade se viu envolvida num forte cheiro a gás, moléstias e picores de olhos e mucosas. A direcçom da factoria tentou ocultar a evidência da origem da fuga química, como costuma fazer.

Enquanto a Associaçom pola Defesa da Ria continua a reclamar a clausura imediata de ENCE em Ponte Vedra, cámaras municipais geridas polo PP, como Moeche e Ferrol, e o BNG, como a das Pontes, oferecêrom meses atrás o solo dos seus concelhos para reinstalar a poluente fábrica de celulose, numha mostra de desprezo polo ambiente e a saúde da populaçom.

 

 

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Vista da factoria de celulose em plena Ria de Ponte Vedra