BRIGA publica entrevista com Sérgio Pinheiro, um dos detidos no 1º de Maio em Vigo

4 de Maio de 2005

BRIGA publica hoje umha interessante entrevista com Sérgio Pinheiro, militante da organizaçom juvenil da esquerda independentista detido durante a violenta intervençom policial contra os obreiros e obreiras que se manifestavam em Vigo no passado 1º de Maio. Reproduzimos aqui, com licença dos companheiros e companheiras de BRIGA, um fragmento da conversa, remetendo para o web nacional de BRIGA quem quiger lê-la na íntegra:

-A polícia espanhola acusa-te de agredir um polícia local durante o transcurso da manifestaçom, mas nom existe prova negumha na tua contra. Conta-nos como foi que se passou todo?

Eu ficara encarregado da gravar com umha cámara de vídeo o ambiente da manifestaçom do 1º de Maio, e a isso me dediquei durante todo o percurso da mobilizaçom. Num momento da mesma, já contra o final do trajecto, ouvim ao longe muito barulho e vim um tumulto de gente, polo que decidim chegar-me com a cámara para tirar imagens. Quando cheguei lá, a gente já começava a dispersar-se e dous polícias locais marchavam do lugar. A máni prosseguiu sem mais até o fim, quando se produziu a minha detençom e posteriormente as cargas dos antidistúrbios.

- A tua detençom produz-se na própria manifestaçom. Existem numerosos fotografias que mostram a brutal agressom da que és objecto por parte da Polícia Local de Vigo que ainda assim te acusa de resistência e agressom à autoridade. Que foi o que ocorreu neste momento?

Quando estava a falar o Secretário Comarcal da CIG em Vigo, vários polícias à paisana lançárom-se sobre mim sem dar nengumha explicaçom nem identificarem-se. Ainda que algo aturdido, safei-me das suas maos, perdendo todas as minhas pertenças, mas de seguido vim umha cheia de municipais que vinham para mim. Quando perguntei que era o que se passava começárom a agredir-me com as porras. Depois botárom-me ao chao, onde recebim pisotons e pontapés até ser algemado com extrema violência; devia ter seis ou sete polícias em cima de mim, e fum conduzido ao carro. Depois interei-me que nom era o único detido, que outros dous companheiros foram espancados e também passaram a noite nos calabouços.

A única agressom que se produziu no 1º de Maio foi a que sofremos @s que lá estávamos concentrad@s e os únicos agresores fôrom os polícias. Só há que ver as fotos. Nunca tam certo foi que vale mais umha imagem do que mil palavras."

(...)

Lê a entrevista completa no web nacional de BRIGA

 

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