Novo presidente da Bolívia garante que vai aderir à "luita anti-imperialista de Fidel"

21 de Dezembro de 2005

Tal como se pronosticava a partir das sucessivas crises de poder provocadas na Bolívia por diversas revoltas populares que acabárom por derrubar dous governos, o líder do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales, derrotou o candidato da extrema direita pró-imperialista nas eleiçons do passado fim de semana.

A histórica vitória de um líder indígena aimará do sector cocaleiro abre grandes expectativas em amplos sectores do emprobrecido povo boliviano, e incerteza para as grandes multinacionais que nos últimos anos espoliárom a maos cheias os recursos energéticos do país andino, tais como a espanhola Repsol-YPF ou a brasileira Petrobras.

Os Estados Unidos já advertírom, em tom implicitamente ameaçador, que as relaçons com o novo governo de esquerda vam depender "do comportamento de Morales". Quer dizer, se ele for bem-comportado e respeitar os privilégios e interesses do imperialismo ianque no país, nom terá problemas; mas se decidir fazer frente com dignidade ao amo ianque e à oligarquia boliviana, irá tê-los de certeza. De facto, a reacçom dos EUA nos próximos meses será a melhor medida dos compromissos reais que o novo Governo assumirá.

A aparente moderaçom do MAS durante os últimos meses, que lhe valeu críticas de outros sectores populares bolivianos, contrasta com as palavras de Evo Morales ontem mesmo, confirmando a sua adesom "à luita anti-imperialista de Fidel".

A maioria absoluta oferecida polo povo boliviano e a radicalizaçom do movimento popular exigem agora medidas acordes com as necessidades nom apenas do maltratado povo trabalhador da Bolívia, mas de todo um continente que, em palavras do Che Guevara perante o pleno das Naçons Unidas a 11 de Dezembro de 1964, parece acordar do "longo sono embrutecedor a que o submetêrom".

 

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Comício do MAS durante a recente campanha eleitoral