Francisco Vasques entoa canto desafinado à "unidade de Espanha"

10 de Outubro de 2005

Mais umha vez, o presidente da Cámara da Corunha, representante do sector mais pró-espanhol e direitista da sucursal galega do PSOE, dá a nota anunciando um "canto à unidade de Espanha" para o próximo dia 12 de Outubro (Dia da Raça para os fascistas espanhóis, reconvertido em Dia da Hispanidade polos auto-proclamados "democratas").

Com efeito, na ediçom deste ano, no meio do debate sobre a reforma dos estatutos de autonomia, o principal bufom do espanholismo na Galiza prepara a imposiçom permanente de umha bandeira espanhola de grandes dimensons e de um monumento à mesma na linha de costa da cidade da Corunha, à altura do Orçám.

O preámbulo dessa medida vivemo-lo no passado dia 29 de Abril, Dia das Forças Armadas espanholas, em que o próprio Vasques co-organizou a marcha castrense polas ruas corunhesas. Naquela ocasiom, umha manifestaçom de várias centenas de pessoas contestou o acto de afirmaçom imperialista.

A intençom do espanholista e reaccionário presidente da Cámara da Corunha é copiar da iniciativa do anterior ministro espanhol da Defesa, Federico Trillo (PP), que também instalou umha bandeira de Espanha gigantesca numha praça central de Madrid. Com o seu habitual provincianismo e submissom à moda mais podre proveniente de Madrid, Vasques situará umha "roja-y-gualda" no Orçám, insultando assim a identidade da Galiza com a imposiçom do símbolo máximo do espanholismo monárquico e franquista.

Com sendo vítima de um castigo divino, ele tam católico, Vasques explicou, incapaz de ocultar o seu sotaque galego, que com esse acto quer "exaltar o diálogo, o entendimento, o acordo e sobretodo a história, que é o que coesiona e vertebra, dá razom de ser e natureza a este apaixonante país que é Espanha". Todo um apelo ao essencialismo historicista com que o espanholismo tenta justificar umha unidade obrigatória nunca assumida polos povos sem Estado que, como a Galiza, reivindicamos o nosso direito à existência.

Estamos à espera de algumha reacçom do PSOE e do BNG, sócios de governo na Junta da Galiza, ante esta provocaçom de um dos dirigentes mais significados do partido de Tourinho. Porém, nada indica que vaiam evitá-la, como se tem demonstrado noutros casos como o permanente desprezo do mesmo personagem pola língua nacional do nosso povo.

Esta nova agressom que Vasques aspira a converter em "referente da cidade" e denomina "compromisso constitucional corunhês", deverá servir para que a Galiza consciente e combativa se empenhe com maior firmeza na defesa da nossa identidade e na eliminaçom dos símbolos do espanholismo e do fascismo nos espaços públicos da nossa naçom.

 

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