Organismos internacionais acusam Estado espanhol de incumprir Convençom de Genebra na sua política anti-imigraçom

7 de Outubro de 2005

A morte de nom menos de catorze subsaarianos desde o mês de Agosto na fronteira entre os enclaves coloniais espanhóis e Marrocos, no norte de África, bem como as contínuas avalanchas de centenas de imigrantes sobre as vedaçons fronteiriças, está a acender o alarme de numerosas entidades nom governamentais, que acusam o Estado espanhol polo tratamento que dá aos refugiados.

As sucessivas avalanchas sobre a linha fronteiriça exterior da Uniom Europeia em África é repelida polas forças armadas e policiais marroquinas e espanholas nom apenas com abundante material anti-motim, mas também com fogo real como o que na passada semana matou seis pessoas sob fogo marroquino. Anteriormente, foi a Guarda Civil espanhola quem matou vários imigrantes com disparos, alguns com balas de borracha e outros com fogo autêntico.

Actualmente, gendarmeria, soldados e Forças Auxiliares marroquinas formam o contingente de 2750 elementos armados na zona. Por parte espanhola, Guarda Civil, Legiom e forças de Infantaria fam frente às massas africanas empobrecidas que desesperadamente tentam fugir à fame, à sede, às guerras e ditaduras que inçam o continente, em funçom dos interesses do capitalismo mundial e da Uniom Europeia em particular.

Oganizaçons nom governamentais de Marrocos denunciam o desvio de grandes quantidades de dinheiro para a repressom dos movimentos migratórios para a Europa, quando a populaçom do país vive em condiçons de miséria e totalmente desatendida pola oligarquia governante.

Também acaba de ser difundida a informaçom de que as forças repressivas marroquinas conduzírom meio milhar de subsaarian@s para o deserto, abandonando-os ali como maneira rápida de "eliminar" o problema.

Quanto ao Estado espanhol, a militarizaçom e multiplicaçom de barreiras e arames farpados, a expulsom de centenas de imigrantes sem garantir a sua segurança, sendo muitos deles perseguidos políticos, fijo com que a Amnistia Internacional denunciasse a política espanhola neste terreno, e em concreto o incumprimento da Convençom de Genebra no que fai à protecçom de refugiados e o direito de asilo.

Os responsáveis políticos espanhóis vam do puro racismo do Partido Popular, exigindo ainda mais "mao dura" com a populaçom imigrante e umha lei ainda mais restritiva, à hipocrisia do governante PSOE, que exorta a populaçom subsaariana a aceder "por vias legais" ao território europeu, quando as próprias leis de estrangeiria fecham as portas ao acesso de imigrantes e exilados provenientes dos países mais empobrecidos do continente africano.

Outras entidades como SOS Racismo denunciam que ainda nom se constituiu nengumha comissom de inquérito para avaliar de maneira independente os acontecimentos repressivos e as mortes contínuas nas fronteiras de Ceuta e Melilha, reclamando que deixe de procurar-se saída militar a um problema de direitos humanos como este.

É neste tipo de conflitos que se vê até que ponto o "rosto amável" do actual governo espanhol é só umha versom dulcificada do mesmo capitalismo imperialista do PP, parte de um mesmo sistema de natureza profundamente injusta e criminosa que atenta contra a vida e os direitos fundamentais das pessoas mais fracas e desprotegidas, defendendo os privilégios das minorias exploradoras e do capital.

 

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