Governo espanhol ameaça unidade lingüística e promove reconhecimento limitado do galego pola UE
7 de Setembro de 2005
O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Ángel Moratinos, anunciou que a partir de Outubro o galego começará a ter reconhecimento limitado em diversas instituiçons europeias, sob a consideraçom de língua regional e minoritária, e sem nengumha consideraçom para a oficialidade efectiva do português.
O novo estatuto subalterno reconhecido ao galego conclui o processo iniciado polo Estado espanhol após a chegada do PSOE ao Governo de Madrid, e conta com o apoio da própria Junta da Galiza. Ao contrário do acontecido com a instituiçom autonómica catalá, que em todo o momento exigiu o reconhecimento da unidade entre catalám e valenciano, no caso galego só a esquerda independentista apresentou alegaçons políticas à tentativa de romper a histórica consideraçom de galego e português como variantes de um mesmo sistema lingüístico.
O novo estatuto do galego na UE nom prevê a sua inclusom entre as línguas oficiais, ficando descartada portanto o seu uso em pé de igualdade com as línguas estatais. Muito ao contrário, consagra-se a desigualdade jurídica entre as denominadas línguas estatais e as chamadas "regionais" ou "minoritárias", entre as que fica enquadrado o galego-português falado na Galiza.
A gravidade da iniciativa está no facto de a nossa língua ser já oficial e estatal no seio da Uniom Europeia, sob o nome de português. Tal e como a esquerda independentista defendeu ao longo deste processo, a estratégia a seguir em defesa dos nossos direitos lingüísticos na UE seria o reconhecimento da Galiza como território lusófono europeu. Porém, todos os partidos com representaçom institucional descartárom essa possibilidade, apoiando a subalternidade do galego como "língua regional" e afastada do estatuto de que goza o português.
Os direitos agora
"conquistados" polo Governo espanhol limitam-se à possibilidade
de serem dirigidos escritos à UE em galego ou de um deputado ou deputada
intervir na nossa língua no Parlamento só se houver um pedido
formal com sete dias de antecedência. No caso de o galego ser reconhecido
como parte do ámbito galego-português, o uso da nossa língua
seria válido em termos semelhantes ao do espanhol ou qualquer outra
língua estatal.
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