CIG e MpDC: sectarismo frente à repressom

30 de Abril de 2005

Na linha habitual de responder com violência repressiva qualquer questionamento, por morno que puder ser, do considerado politicamente correcto por parte des colectivos ou sectores sociais diversos, a Polícia espanhola e os escoltas pessoais do presidente da Junta da Galiza agredírom anteontem um grupo de militantes de Galiza Nova que protagonizárom um acto de protesto na inauguraçom do evento institucional batizado como Galiemprego.

Nengumha novidade, repetimos, no que sempre foi e continua a ser única linguagem conhecida por parte do sistema ante qualquer denúncia das flagrantes injustiças do sistema económico, social e político em que vivemos. Trabalhadores e trabalhadoras, representantes sindicais, activistas de movimentos sociais, militantes independentistas... sofrem de maneira directa a estratégia repressiva do Estado espanhol. Também membros das juventudes do BNG tivérom ocasiom desta vez de comprovar que as denúncias constantes da esquerda independentista e outros sectores contra a conculcaçom de direitos fundamentais responde a umha realidade, e nom a nengumha paranóia colectiva de "radicais".

Porém, infelizmente, a resposta nom costuma estar à altura da entidade das agressons, e neste caso tivemos umha boa prova de como o BNG e as suas organizaçons satélites respondem em chave sectária em lugar de solidária. De facto, duas entidades hegemonizadas polo próprio Bloque, como som a CIG e o chamado Movimento polos Direitos Civis (MpDC), que costumam negar qualquer gesto solidário a militantes e entidades independentistas quando som objecto de abusos como o acontecido em Galiemprego, nom duvidárom nesta ocasiom em sair imediatamente em defesa dos jovens militantes do Bloque.

Só uns dias antes, um militante da entidade juvenil independentista BRIGA tinha sido agredido impunemente pola Polícia espanhola em Ponte Vedra, sem que o Governo municipal (BNG e PSOE), nem a CIG, nem o autoproclamado Movimento polos Direitos Civis se pronunciassem sobre tal agressom. Entretanto, em Ferrol, na próxima semana começa a instruçom do processo penal contra seis filiados da CIG que o vicepresidente da Cámara de Ferrol, Juan Fernández, pretende criminalizar acusando-os sem provas de agressom durante umha manifestaçom convocada pola central nacionalista. A executiva comarcal já negou qualquer cobertura ou apoio solidário aos três filiados, polo facto de pertencerem também a NÓS-Unidade Popular.

Pola nossa parte, de Primeira Linha em Rede, nom duvidamos em mostrar publicamente a nossa solidariedade com os jovens espancados em Galiemprego, para além da sua filiaçom partidária. Denunciamos mais umha vez, como sempre fazemos nestes casos, a política repressiva do Estado espanhol e da sua sucursal autónoma na Galiza, presidida polo fascista Manuel Fraga. Porém, vemo-nos também obrigad@s a denunciar o sectarismo de quem nega ou entrega apoios, censurando ou publicitando denúncias, em funçom da filiaçom partidista d@s represaliad@s.

 

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Nos últimos tempos estám a viver-se significativos episódios repressivos que deixam a nu o sectarismo de algumhas respostas