Grupo de intelectuais progressistas promove manifesto pola saída dos EUA de Guantánamo

23 de Julho de 2005

@s Prémios Nobel da Paz Rigoberta Menchú, da Guatemala; e Adolfo Pérez Esquivel, da Argentina; a sul-africana Nadine Gordimer, Nobel de Literatura; o intelectual e lingüista norte-americano Noam Chomsky e o pesquisador francês Salim Lamrani assinam um manifesto que exige a imediata e incondicional saída de Guantánamo por parte dos Estados Unidos. Polo interesse e oportunidade da iniciativa, reproduzimos a traduçom galega do documento, ao tempo que aderimos à denúncia e reivindicaçom que contém.

Os Estados Unidos devem sair de Guantánamo, agora!

19 de Julho de 2005

Durante mais de um século, os Estados Unidos intervinhérom, figérom a guerra e impugérom tratados imperialistas contra os direitos do povo cubano à soberania.

Em 1897, quando Cuba atingia a vitória na Segunda Guerra de Independência contra Espanha, Theodore Roosevelt encorajou o presidente dos Estados Unidos McKinley a intervir.

Em 1898, os Estados Unidos declarárom a guerra a Espanha para impedirem que Cuba atingisse a sua independência.

Em 1901, entre outras medidas forçosas para codificar o controlo de Cuba, inclusive que: "os Estados Unidos podam intervir militarmente a qualquer momento", encontrava-se o igualmente vexatório decreto que estipulava que Cuba tem de vender ou arrendar a umha potência estrangeira, os Estados Unidos, "as terras necessárias a carboeiras ou bases navais em certos pontos específicos". Vexatório porque sempre terminou ou quijo terminar com umha invasom ou anexaçom do território do país a umha potência estrangeira.

Guantánamo era um "ponto específico", onde foi construída umha base naval estado-unidense com as conseqüências que todos conhecemos. A pobreza de um antigo país colonizado foi explorada de maneira vergonhosa polos Estados Unidos democráticos em troca do arrendamento anual de 2000 dólares em ouro, sobre o princípio baseado em que umha potência rica tem o privilégio moral de comprar qualquer cousa, até parte de um outro país. Desde 1959, Cuba tem-se recusado a cobrar o arrendamento.

O uso que se tem dado a um território soberano, produto deste roubo provado, é no fim de contas um motivo de vergonha e de desgraça para os Estados Unidos, e também para o mundo contemporáneo que, intimidado polo poder estado-unidense, fai vista grossa para a prisom implantada de maneira flagrante num país alheio. As horrendas condiçons de isolamento, privaçom e tortura existentes nesta prisom medieval e condenadas pola Amnistia Internacional e um número crescente de organizaçons de direitos humanos, continuam em vigor por iniciativa dos Estados Unidos, umha potência estrangeira que nom tem direito a lá estar.

Constantemente som profanados os direitos humanos no nosso mundo. O que implica amiúde conflitos de grande complexidade religiosa, de facçons; é imensamente difícil encontrar soluçons justas para estes. Guantánamo é a excepçom clara. A soluçom justa é simples.

Todos os estados, comunidades e, ante todo, cada pessoa neste mundo com responsabilidade, comprometida com a verdade de que a verdadeira humanidade entre naçons e povos apenas pode existir na justiça, deve pedir, em seu nome, que os Estados Unidos saiam de Guantánamo incondicionalmente. Agora!

Assinam:

Nadine Gordimer, Salim Lamrani, Noam Chomsky, Rigoberta Menchú, Adolfo Pérez Esquivel


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