Novo ano começou mal para a classe trabalhadora galega

19 de Janeiro de 2006

O aumento de tarifas como as da electricidade ou o gás, o incremento dos preços em produtos e serviços básicos como o transporte e o pam, e a perda de poder aquisitivo por parte da classe trabalhadora marcam este início de ano, completando-se o panorama sombrio com o anúncio de umha nova reforma laboral.

Umha reforma que situará como objectivo um ainda maior embaratecimento dos despedimentos, reduzindo as indemnizaçons, alargando as causas objectivas de depedimento individual em favor do patronato, eliminando o despedimento nulo e potencializando contratos lixo e a prazo, os chamados fixos-discontínuos, entre outras medidas lesivas para o povo trabalhador galego.

NÓS-Unidade Popular já difundiu um comunicado em que analisa o panorama socioeconómico galego no início de 2006 e as novas medidas previstas polo Capital, que incluem um maior apoio às ETT's, a privatizaçom dos Serviços Públicos de Emprego e um ataque ao regime de pensons públicas, todo dentro de um contexto galego em que a Junta está a desenvolver umha política económica marcada polo "continuísmo da etapa do PP, favorecendo os interesses das grandes empresas e companhias, governando para Amáncio Ortega (Zara-Inditex), Tojeiro (REGANOSA) e Manuel Jove (FADESA) e nom para o conjunto do povo trabalhador, o que apostou e se movimentou pola mudança de governo".

A todo o dito, haverá que acrescentar o aumento do desemprego na Comunidade Autónoma (mais de 178.000 em Janeiro), bem como as denúncias da CIG contra a continuidade na contrataçom a dedo nas conselharias, a falta de medidas contra os imparáveis acidentes laborais ou a precariedade em sectores como o juvenil e as mulheres.

O comunicado de NÓS-UP incide ainda no pacto entre PP, PSOE e BNG para o aumento dos salários dos deputados e deputadas autonómicas, que contrasta com os escassíssimos 550€ de salário mínimo na Galiza.

Entretanto, CCOO e UGT acordárom já com a CEOE a manutençom do que eufemisticamente chamam "moderaçom salarial" por quinto ano consecutivo, o que confirma mais um ano a perda de poder aquisitivo por parte do povo trabalhador e o aumento da distáncia entre as rendas maiores e as mais pequenas. Um acordo ao qual a CIG nom se somou, mantendo a sua proposta de aumento salarial por cima da inflaçom real.

Mais do que nunca, é imprescindível manter a independência perante as instituiçons e o patronato, exigindo que o novo Governo autonómico dê respostas à maioria social que derrotou o fraguismo. O povo trabalhador galego nom precisa de um Governo que, como o anterior, diga que "governa para todos", governando realmente para os de sempre. Precisamos é de umha política ao serviço da maioria trabalhadora e contrária aos interesses especulativos e extorsionadores do patronato o capital.

 

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