Tourinho defende umha Galiza "comprometida com o projecto comum dos espanhóis"
3 de Agosto de 2005
Os primeiros sinais que emite o Governo de coligaçom PSOE-BNG nom convidam ao optimismo. Se o programa comum evita qualquer compromisso de fundo com a transformaçom social da Galiza, o novo presidente, investido com o apoio do BNG, aproveitou a sua toma de posse para reafirmar a senda estatutária e constitucional como fórmula para a acçom do governo de coligaçom.
O líder do PSOE e agora da Junta da Galiza, matizou cada afirmaçom "autonomista" com umha outra de signo centralista, contrapondo "solidariedade" a "identidade" como se de conceitos antitéticos se tratasse. Na realidade, e no contexto dessas declaraçons, Tourinho referia-se a que a afirmaçom autonómica irá sempre acompanhada da adesom ao projecto nacional espanhol, o que chegou a declarar de maneira quase literal quando afirmou que concebe a Galiza como "umha nacionalidade histórica, umha comunidade nacional comprometida com o projecto comum dos espanhóis".
Na visom de Tourinho, umha Galiza mais forte no plano económico, social e identitário significa "umha Espanha mais forte", o que dá ideia de por onde podem apontar as linhas mestras do novo governo em matéria de construçom nacional, e que o próprio Tourinho sintetizou em "colaboraçom leal e solidariedade", mais que prováveis eufemismos da submissom institucional de sempre.
O acto, decorrido
na praça do Obradoiro, contou com a presença de dous ministr@s
do Governo espanhol, o de Administraçons Públicas, Jordi Sevilla,
e a de Agricultura, Pescas e Alimentaçom, Elena Espinosa, bem como
de diversos presidentes de outras comunidades autónomas. Todo o qual,
juntamente com a presença de simbologia espanhola, deu ao acto um carácter
anódino e de "autonomismo bem-entendido" que só causou
emoçom no próprio presidente e no seu vice, Anxo Quintana.