EUA no Iraque: ano novo, os mesmos genocidas

3 de Janeiro de 2006

O início do ano nom supujo mudança nengumha quanto à política genocida ianque contra o povo iraquiano. Hoje mesmo soubemos da morte de umha família inteira, sob fogo aéreo do exército ocupante. Ao todo, morrêrom nom menos de oito pessoas, pertencentes a umha mesma família que, segundo as explicaçons do comando militar imperialista, estavam no lugar errado no momento que nom deviam.

Foi na vila de Baiji, 200 quilómetros a Norte da capital, segundo fontes oficiais iraquianas. A versom oficial ianque justificou o assassinato colectivo dizendo que os pilotos vírom "três homens a ponto de colocar um artegacto explosivo numha estrada de Baiji" (...) "julgando que esses indivíduos representavam umha ameaça para os civis iraquianos e os soldados da coligaçom [denominaçom que dam às forças ocupantes do país]", os pilotos recebêrom ordens de disparar. Na fuga, os suspeitos teriam-se ocultado no interior de umha moradia, e os soldados norte-americanos resolvêrom usar armas de precisom para linchar todos os ocupantes do prédio.

Oito cadáveres fôrom resgatados de abaixo do entulho a que ficou reduzido o edifício: três homens, três mulheres e duas crianças (de 9 e 11 anos), mas nom se descarta que podam aparecer mais corpos sem vida. De facto, alguns parentes indicárom que no interior do prédio havia 14 membros da mesma família.

Este tipo de ataques indiscriminados contra a populaçom civil som prática habitual da aviaçom norte-americana. Na semana passada, num caso similar, as vítimas fôrom dez membros de umha mesma família na localidade de Hawija, a Noroeste de Bagdad, justificada com parecidos argumentos "antiterroristas".

Dá-se o paradoxo de que hoje mesmo tivemos que engolir nas televisons a "campanha de Natal" mediática ianque, instrumentalizando umha meninha doente iraquiana levada polos militares ocupantes aos EUA para umha suposta operaçom que lhe salvaria a vida. A manipulaçom da realidade nom conhece limites, e os assassinos continuam a ser apresentados na comunicaçom social como "serviço médico de urgências" da massacrada populaçom iraquiana, que continua a resistir com dignidade a ocupaçom do país.

 

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A vizinhança de Baiji observa os restos do ataque criminoso protagonizado polas forças armadas ocupantes estado-unidenses