Iraque: violaçons e assassinatos de crianças presas nas cadeias da ditadura ianque

25 de Agosto de 2005

É bem conhecido o absoluto desprezo das forças imperialistas que ocupam o Iraque polos direitos humanos, apesar de que continuem a enfeitar de "defesa da democracia" o puro espólio dos recursos energéticos de um país.

Porém, dia a dia conhecemos novos dados que confirmam a total impunidade com que actuam os genocidas exércitos ocupantes e a polícia sipaia ao serviço do amo ianque em território iraquiano. A última novidade, referente a umha populaçom reclusa que se duplicou nos últimos cinco meses e já ultrapassa as 10.500 pessoas, é a existência de crianças iraquinas detidas e presas em cárceres como Abu Ghraib e Um Qsar. O jornal escocês Sunday Herald confirmou a existência de mais de 170 nenos e nenas prisioneiras da ditadura estrangeira governante no Iraque, sem que se conheçam nem os seus nomes, nem os locais precisos de encarceramento, nem o número exacto.

No entanto, os testemunhos recolhidos por esse diário sim falam de detidos com 10 anos de idade, e de violaçons e torturas por parte das forças policiais e militares que os mantenhem seqüestrados, sem que até agora os "democráticos" governos europeus tenham mexido um dedo para exigir a norte-americanos e británicos o fim dessas práticas repressivas.

O relatório do Sunday Herald cita o testemunho de Kasim Mehaddi Hilas, ex-preso que em Outubro de 2004 foi testemunha da violaçom de um rapaz de uns 15 anos, em Abu Ghraib, por parte de vários militares ianques.

É só um dos diversos e terríveis testemunhos parecidos incluídos na informaçom do jornal escocês, que cita também o relatório elaborado pola UNICEF em Junho passado e ainda nom publicado, segundo o qual há arrestos e detençons generalizadas e arbitrárias de crianças no Iraque.

Também a Cruz Vermelha confirma a existência de populaçom reclusa infantil no Iraque. Em concreto, fala de 107 casos comprovados nas 19 visitas que a entidade internacional fijo a seis cadeias geridas pola coligaçom imperialista em território iraquiano. Mas nom é todo. Amnistia Internacional fala de "numerosas violaçons dos direitos humanos d@s menores iraquian@s, incluindo detençons, tortura e maus tratos, e assassinatos", e de presos de até 10 anos de idade em Abu Ghraib. AI denuncia a negativa dos governos norte-americano e británico a dar informaçons sobre as idades das crianças detidas, nem sobre as causas e condiçons de encarceramento.

Entre os poucos dados oficiais, existe o lacónico reconhecimento do ministro da Defesa británico sobre a existência de menores de idade na prisom de Shaibah, perto de Um Qasr, e a provada existência de 65 menores que já estivérom pres@s e que conseguírom ser libertad@s posteriormente. Funcionários do Pentágono e do Centcom, por seu turno, reconhecêrom que há pres@s de até 14 anos no Iraque, "detidos porque se julga que podem ser umha ameaça ou por terem cometido actos contra a coligaçom ou os iraquianos".

O Pentágono fala de uns 60 menores detidos de entre 16 e 17 anos, ainda que acrescenta que "pode que a cifra tenha ascendido; possivelmente tenhamos detido mais rapazes" (...) "É verdadeiramente difícil determinar as idades. Ao contrário do que acontece no Reino Unido e nos EUA, nom tenhem bilhete de identidade nem certificado de nascimento".

A obscenidade da agressom imperialista contra o povo iraquiano nom conhece limites, sendo só comparável com a política praticada polo nazifascismo na Europa nos anos 30 e 40 do passado século, mas contando agora com umha mais poderosa maquinaria de propaganda mediática que oculta a realidade e difunde mentiras como a dos "exércitos da paz" ou a "defesa da democracia no Iraque".

Mais informaçons sobre este tema no web IraqSolidaridad >

 

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A obscenidade da agressom imperialista contra o povo iraquiano nom conhece limites