Juventude trabalhadora francesa revolta-se contra a precariedade neoliberal

17 de Março de 2006

A juventude trabalhadora francesa levantou-se contra a ofensiva neoliberal que pretende reduzi-la a mao de obra quase gratuita e sem direitos, através de umha contra-reforma laboral que permite o seu livre despedimento sem necessidade nem de motivá-lo, sem qualquer direito ou indemnizaçom para a trabalhadora ou trabalhador até cumprir os 27 anos.

Há que lembra que, em França, o desemprego atinge os 22% na faixa etária inferior aos 25 anos. Todo o anterior explica a explosom juvenil que se seguiu à faísca da ocupaçom da Universidade parisiense da Sorbonne, violentamente reprimida polas forças policiais da burguesia. Isso aconteceu no dia 8 de Março, para dous dias mais tarde produzir-se umha mobilizaçom de 100.000 estudantes um pouco por todo o país.

Ontem mesmo, com 70% das universidades paralisadas, o estudantado convocou umha manifestaçom de 120.000 pessoas na capital, que concluiu com confrontos com a polícia de choque, que utilizou gases lacrimogéneos, cacetes, bolas de borracha, etc.

A luita nom concluiu e para 18 foi convocada umha nova mobilizaçom maciça contra a precariedade, em que participarám também os trabalhadores e trabalhadoras imigrantes, dos subúrbios dos principais centros urbanos franceses e outros sectores operários e precarizados.

Estamos portanto perante um novo episódio de resistência popular ao modelo de capitalismo selvagem que o núcleo duro das oligarquias europeias querem impor no continente, encarnado numha constituiçom rejeitada pola maioria da populaçom do Estado francês. O Estado de Providência é cada vez mais cousa do passado e é evidente que só a luita aberta e sem complexos evitará que a burguesia nos condene à miséria para aumentar os seus lucros. A juventude trabalhadora francesa marca nestes dias o caminho.

AGIR louva a luita juvenil e estudantil no Estado francês

O estudantado independentista galego já manifestou o seu apoio à resistência estudantil e juvenil francesa, no seguintes termos:

"De AGIR queremos solidarizar-nos com os aproximadamente 15 estudantes que tenhem sido arrestad@s nestes actos de contestaçom social, além de saudar com um agradecido espírito revolucionário esta mostra da força que a unidade do estudantado nos outorga para enfrentar os golpes do capital. Encorajamos a mocidade do Estado francês a manter o pulso às autoridades e a nom recuar ante a ofensiva da repressom.

Mais um exemplo actual e próximo dos enormes conflitos que deixará ao seu passo a queda do neoliberalismo na Euopa. O estudantado organizado tem muito a dizer!!"

Podes aceder ao texto na sua versom integral no web nacional de AGIR.

 

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