Mortes e despedimentos: violência patronal contra a classe trabalhadora continua

4 de Agosto de 2005

Nos últimos dias soubemos de novos exemplos de violência estrutural contra a classe trabalhadora galega, em forma de acidentes laborais com resultado de morte e de despedimento massivo de todo o quadro de pessoal da empresa têxtil Unicen.

Tourinho reunia com os representantes dos sindicatos maioritários e da patronal galega na jornada em que foi publicada a cifra de 54 mortes em acidente laboral no que vai de ano, um dia depois de que um operário da limpeza de 25 anos morresse no Porrinho esmagado por um contentor de 700 quilos quando manejava umha máquina elevadora.

As contundentes cifras da sinistralidade laboral na Galiza nom conseguírom imutar até agora a Administraçom pública galega, e a patronal continua sem responder à sua responsabilidade, em ocasions bem directa, nos acidentes mortais ou de diversa gravidade que quase diariamente sacodem o mundo do trabalho na nossa naçom.

Entretanto, em Ferrol assistiu-se nos últimos dias a um novo caso de descarada especulaçom empresarial, com a clausura unilateral por suposta "quebra" da empresa têxtil Unicen, com resultado de 140 empregadas e empregados despedid@s fulminantemente. Por trás da operaçom, a mais que provável "deslocaçom" para um paraíso do lucro e a exploraçom, nalgum país do chamado Terceiro Mundo onde as condiçons laborais sejam ainda mais draconianas do que som na Galiza no sector têxtil.

Desconhecemos se a reuniom do novo presidente da Junta, Emílio Peres Tourinho, com representantes sindicais e o líder patronal António Fontenla serviu para tratar de tam importantes assuntos ou se limitou a encenar a sua aposta pola "paz social" alicerçada na desigualdade e o respeito polos privilégios que a burguesia detém no nosso país.

Após ter manifestado que o emprego será a prioridade do novo Governo, Tourinho, o PSOE e o BNG tenhem umha imelhorável ocasiom para demonstrarem o seu compromisso com os interesses da maioria social, evitando a manobra especulativa e o despedimento massivo de Unicen em Ferrol, e tomando medidas para punir os responsáveis polas mortes e ferimentos de trabalhadores e trabalhadoras devidos à precariedade e falta de segurança que impera no mercado laboral galego. Nas relaçons laborais vê-se bem a impossibilidade de "governar para todos", que Tourinho vendeu no seu discurso de investidura.

 

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Tourinho reuniu ontem com o representante dos patrons, António Fontenla, e com os líderes dos principais sindicatos. Graves acontecimentos no mundo do trabalho exigem já o compromisso do Governo em defesa da classe trabalhadora galega. Impossível governar "para todos"