Pressons operárias obrigam a paralisar as obras do porto exterior corunhês

21 de Fevereiro de 2006

A morte de três operários em poucos meses numhas obras de grande risco e carentes sequer de um plano de segurança a aplicar nos trabalhos que a Unión Temporal de Empresas (UTE, formada por Dragados, SATU, COPASA e DRACE) desenvolve no local, provocou a reacçom do quadro de pessoal e dos seus representantes, que finalmente conseguírom paralisar as obras.

Com um trabalhador ainda desaparecido, a empresa e a Autoridade Portuária recusavam-se a deter os trabalhos apesar das reivindicaçons dos obreiros, das famílias dos ultimos operários mortos e da CIG, que exigiu a apresentaçom de um plano de segurança que evite novos casos. Também NÓS-UP reclamou na Corunha que se chegue ao final na determinaçom das evidentes responsabilidades da empresa, denunciando as ameaças que pesam sobre o silêncio de alguns trabalhadores, perante o temor a perderem o emprego.

Finalmente, as obras fôrom paralisadas até a próxima quinta-feira, na confiança de que nesse prazo poda ser recuperado o corpo de José Furelos Taboada, o trabalhador desaparecido após ter sido levado polo mar. Também se constituirá umha mesa de trabalho entre a empresa e os sindicatos para "melhorar as medidas de segurança". Segundo alguns meios de comunicaçom, a Inspecçom do Trabalho terá exigido "mais medidas de segurança à empresa" como condiçom para a reanudaçom das obras.

Até hoje, nem os sindicatos nem os operários conheciam um suposto plano de segurança que a empresa di que existe e foi entregue à Inspecçom do Trabalho. Do seu estudo deve concluir-se o nível de responsabilidade da UTE, sobretodo tendo em conta que as mortes da semana passada nom fôrom as primeiras.

Polos vistos, e dentro das boas palavras que costumam acompanhar os acidentes mortais, a Autoridade Portuária comprometeu-se no passado mês de Julho, quando morreu um camionista levado também polo mar, a fiscalizar o cumprimento das medidas de segurança necessárias para evitar novos acidentes. Agora ficou em evidência que todo ficou em águas de bacalhau e é necessário que a Justiça actue com dureza contra a empresa e a Autoridade Portuária, comprovando igualmente se a Inspecçom do Trabalho está a controlar a actuaçom de firmas como a Unión Temporal de Empresas e outras responsáveis por acidentes como os do porto exterior corunhês.

Para já, está a ficar claro que só a pressom dos próprios trabalhadores e trabalhadoras garante um mínimo de atençom institucional e patronal aos nossos direitos.

 

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