Cumprem-se seis meses de política lingüística continuísta

25 de Janeiro de 2005

No próximo dia 27, cumprem-se seis meses da investidura de Emilio Peres Tourinho como presidente da Junta da Galiza em substituiçom de Fraga Iribarne. Dous dias antes, NÓS-Unidade Popular acabou de publicar um comunicado de balanço no que di respeito à política lingüística, cujo título sintetiza a mensagem do mesmo: "o Governo autonómico actual mantém a política lingüística do PP".

O comunicado, que pode ser consultado na íntegra no web de NÓS-UP, cita umha série de ámbitos que demonstram "o total marasmo existente na política lingüística" que analisa como "um dos mais significativos sinais do continuísmo que afecta a todas as ordens da política institucional".

Em concreto, o comunicado fala da "evidente alarmante inoperáncia" de Marisol Lopes, que está desaparecida e só de quando em quando aparece "para pronunciar algumhas palavras bonitas e sem qualquer concreçom, para desaparecer novamente até quase nos fazer esquecer que existe".

O uso e qualidade do galego nos altos cargos autonómicos é também citado como exemplo da falta de alternativas institucionais em matéria lingüística, bem como a ausência de qualquer "estratégia orientada a qualquer sector social concreto". O ensino e os meios de comunicaçom som ámbitos em que esse continuísmo está a ficar patente meio ano depois da toma de posse de Tourinho.

Face a semelhante panorama, NÓS-Unidade Popular chega a definir como "ciência ficçom" a aplicaçom de medidas como as propostas polo Conselho da Europa ou pola própria esquerda independentista na "Tabela reivindicativa de mínimos para o novo governo autonómico". De facto, inclusive o inconcreto e difuso Plano Geral de Normalizaçom Lingüística aprovado polas três forças com representaçom parlamentar está a ficar esquecido.

O texto de NÓS-UP conclui com um chamado aos "sectores sociais comprometidos com a nossa língua", para que a sua defesa seja posta "por cima de outras diferenças" e poda fazer-se umha pressom conjunta às instituiçons, único jeito de possibilitar "umha mudança urgente e radical na política lingüística".

 

 

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Marisol Lopes, secretária geral da Política Lingüística do bipartido, cujo trabalho à frente desse departamento nom parece estar a ser precisamente "esgotante"