Dia da Classe Obreira Galega: CIG exige ao Patronato responsabilidades pola sinistralidade laboral

11 de Março de 2006

Por volta das 19 horas, a manifestaçom nacional convocada pola Confederaçom Intersincidal Galega (CIG) em Ferrol com motivo do dia 10 de Março (Dia da Classe Obreira Galega) partiu pola avenida de Esteiro atrás de umha faixa em que se lia: "Sinistralidade laboral, responsabilidade patronal". Já de manhá houvo umha assembleia de delegados e delegadas na sede comarcal do sindicato, seguida da tradicional oferta floral aos pés do monumento a Amador e Daniel, companheiros assassinados pola Polícia franquista em 1972.

Acto institucional junta todos os partidos do sistema

No entanto, a novidade estivo neste ano na institucionalizaçom da data por parte das forças políticas representadas na Cámara Municipal de Ferrol. PP, IF, PSOE, BNG e IU, junto às forças sindicais espanholistas e pactistas, CCOO, UGT e USTG, participárom num acto do qual só a CIG se mantivo à margem, marcando distáncias com a estratégia da anulaçom do carácter verdadeiramente classista e nacional de umha data como o 10 de Março. Os directos herdeiros dos que ordenárom o assassinato de Amador e Daniel concentrárom-se junto aos que já renegárom de qualquer transformaçom social para além da mera "alternáncia". Todos eles figérom um chamado para que a CIG se integre no próximo ano na inofensiva recordaçom ritual, mas a central nacionalista evitou por enquanto o abraço do urso dos que vivem (e vivem bem) da política espectáculo e ao serviço dos de sempre.

De facto, Juan Juncal, presidente da Cámara de Ferrol polo PP, afirmou no acto oficial que "grande parte das reivindicaçons políticas dos trabalhadores ferrolanos dos anos setenta se figérom realidade". Nom sabemos se o dirigente do PP se referirá à liquidaçom dos estaleiros e à perda de milhares de postos de trabalho, ao alto índice de precariedade e sinistralidade ou à exploraçom especialmente intensa que sofrem as mulheres e a juventude. Talvez se referisse antes à negaçom de direitos colectivos que o nosso povo padece, com destaque para o de autodeterminaçom, que todos os organismos internacionais reconhecem mas o Estado espanhol despreza.

De qualquer maneira, os representantes dos outros partidos e dos sindicatos escuitárom e calárom perante semelhante discurso do líder da direita espanhola, precisamente na data em que se comemora a morte a tiros de Amador e Daniel polos padrinhos políticos de Juan Juncal, Juan Fernández e companhia.

Mais manifestantes do que em anos anteriores

Com mais participaçom do que em anos anteriores, centenas de trabalhadores e trabalhadoras marchárom polas principais ruas do centro da cidade, até chegarem ao Cantom de Molins, onde Jesus Lopes Pintos, secretário comarcal da central nacionalista em Trasancos, dirigiu um discurso às pessoas congregadas. A seguir foi a vez do secretário geral da central, que anunciou mobilizaçons de resposta a cada novo acidente laboral de gravidade que puder vir a acontecer no futuro.

Tal e como informamos nos últimos dias, a esquerda independentista participou de maneira activa na manifestaçom de ontem. Em concreto, NÓS-Unidade Popular e a entidade juvenil BRIGA formárom a coluna independentista numha manifestaçom em que também participárom sectores operários em conflito, como os companheiros e companheiras das ambuláncias. Também o colectivo de imigrantes estivo representado por um grupo de companheiras e companheiros uruguaios que coreárom as nossas mesmas palavras de ordem em defesa da classe trabalhadora galega de que com toda a legitimidade fam parte.

Entre as palavras de ordem mais coreadas, destacárom "clássicos" como a exigência de "trabalho digno na nossa terra" e "convénios aqui, e nom em Madrid". Tampouco faltárom "Espanha é a nossa ruína", "acidentes laborais, terrorismo patronal" e "inspecçom de Trabalho, vaia tropa do caralho".

A composiçom operária e sindical da manifestaçom, junto à importante participaçom da esquerda soberanista, dérom a este 10 de Março um conteúdo reivindicativo que abre expectativas para as luitas que sem dúvida todos e todas teremos de dar no futuro mais imediato, contra novas contra-reformas laborais e o pactismo com que o Patronato e as cúpulas sindicais vendidas nos ameçam.

A militáncia do nosso partido repartiu centenas de exemplares do Abrente entre os trabalhadores e trabalhadoras que participárom neste Dia da Classe Obreira Galega. Após o canto do Hino Nacional e da Internacional, a manifestaçom concluiu, dando passagem ao concerto organizado por BRIGA no local da Fundaçom Artábria. No momento em que publicamos estas linhas, por volta da meia-noite, a sala estava cheia de obreir@s, sindicalistas e gente moça a desfrutar do animado concerto de Retobato e Bitxo Bola.

 

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"Contra a reforma e o pacto social, unidade e luita obreira" foi a legenda da faixa de NÓS-Unidade Popular
A juventude independentista e de esquerda estivo representada em Ferrol por BRIGA neste 10 de Março
Imagem da faixa de cabeça na manifestaçom convocada pola CIG em Ferrol (Trasancos)