Primeira Linha adere à manifestaçom anti-repressiva convocada para 18 de Dezembro

10 de Dezembro de 2005

Um número importante de partidos, associaçons, meios de comunicaçom e todo o tipo de entidades sociais aderírom já ao manifesto unitário sob o qual é convocada para o próximo domingo 18 de Dezembro umha manifestaçom nacional em Compostela. O nosso partido confirmou já a sua adesom formal à iniciativa, que deve servir para contestarmos contundente e colectivamente a política repressiva do Governo espanhol e da Guarda Civil contra o nosso movimento popular.

A seguir, reproduzimos o texto unitário em que as organizaçons convocantes expomos os motivos e objectivos da mobilizaçom que partirá da Alameda compostelana às 12:30 horas do dia 18 de Dezembro.

Em defesa dos nossos direitos

Paremos a repressom

O constante assédio e perseguiçom, próprios dum Estado profundamente anti-democrático, a que estám submetidos os movimentos sociais, políticos e sindicais na Galiza, atingírom nos últimos tempos níveis alarmantes.

Mostra disto som as vagas repressivas da Guarda Civil contra a juventude galega organizada, concretamente as operaçons “Cacharrón” contra BRIGA e “Castiñeira” contra a AMI, esta última posta em marcha com o respaldo da Audiência Nacional e no quadro da qual fôrom detid@s 10 independentistas e assaltados, além das moradas d@s detid@s, os centros sociais da Gentalha do Pichel, a Esmorga e a Revolta, roubando informaçom interna da organizaçom juvenil atacada, as suas infraestruturas e recursos económicos das suas e dos seus militantes, além de paralisar dous webs independentistas.

Ante estes graves factos manifestamos,

- Este salto qualitativo afecta-nos a tod@s, já que instaura um antes e um depois, um perigoso precedente depois do qual qualquer organizaçom, plataforma, associaçom ou agrupaçom pode ser considerada nom grata, pode ser declarada associaçom ilícita em funçom de interesses particulares.

- A nossa mais rotunda condena ao circo mediático-policial da que fôrom objecto as 10 pessoas detidas. Os mesmos meios de comunicaçom que nom dedicam nem umha só linha ou minuto a informar das numerossas actividades dos Centros Sociais assaltados ou às organizaçons populares, cobrírom intensamente os saques e detençons, alentando um julgamento paralelo em que o veredicto já estava ditado.

- A criminalizaçom e perseguiçom de umha determinada organizaçom ou colectivo pola mera razom de pretender mudar o actual ordem de cousas nom só é umha amostra de autoritarismo político, senom que é um grave atentado aos nossos direitos políticos e colectivos, umha mutilaçom irreparável da liberdade de expressom e associaçom que nom pode ser permitida.

- Esta nova vaga repressiva pom em evidência os graves défices democráticos do Estado espanhol, onde as ideias dessidentes som perseguidas com impunidade, e o papel do PSOE do talante como continuador das políticas de constantes restriçons das liberdades e dos direitos colectivos, iniciadas nos oito anos de governo do Partido Popular.

- Fazemos um chamado ao conjunto das organizaçons, colectivos e pessoas a título individual, para se solidarizarem com a juventude independentista acusada de associaçom ilícita e evitar a tentativa efectiva de coarctar a auto-organizaçom popular.

- É o momento de darmos umha resposta como País, coesa e sem fisuras, por cima das siglas e dos matizes ideológicos e políticos, a quem quer impor a lei do silêncio e impedir a auto-organizaçom da nossa sociedade a todos os níveis.

Galiza, 18 de Dezembro de 2005

 

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