Corunha convertida num quartel: hoje, manifestaçom às 13 horas na praça Pablo Iglésias

29 de Maio de 2005

A vizinhança sofre nestes dias as conseqüências dos caprichos de Francisco Vasques e da estratégia espanholizadora do Ministério da Defesa e o Governo espanhóis, empenhados em trazer ao centro da Corunha umha celebraçom militarista rechaçada por numerosos sectores da sociedade galega. Resta comprovarmos se será possível exprimir esse rejeitamento livremente ou as forças repressivas tentarám mais umha vez impedi-lo.

Ontem mesmo, o centro da cidade ficou colapsado polos ensaios do desfile militar, ao qual acudirám hoje as principais figuras do aparelho estatal espanhol, numha tentativa de situar a Galiza no centro do seu projecto capitalista e espanhol, que tem no militarismo o seu violento garante constitucional.

Vizinhos e vizinhas protestam pola situaçom que se vive na Corunha, convertida num quartel e com presença massiva de polícias, guardas civis, agentes à paisana dos serviços secretos e um ambiente abafante que impede o tránsito normal de pessoas e viaturas.

Apesar da pressom policial contra qualquer tentativa de exprimir livremente o descontentamento pola situaçom que se vive na cidade e, sobretodo, pola presença militar espanhola nas nossas ruas, umha manifestaçom parte hoje às 13 horas da praça Pablo Iglésias, convocada inicialmente polo Manifesto contra o Desfile e com adesom nos últimos dias de numerosas entidades e sectores opostos à exibiçom militarista que hoje protagonizam os militares espanhóis com motivo do seu chamado Dia das Forças Armadas.

Vemo-nos portanto à 1 da tarde na praça Pablo Iglésias, para assumirmos o protagonismo que nos corresponde como antimilitaristas galeg@s em defesa da dignidade do nosso país e contra o militarismo espanhol.

 

Ver especial Contra o Desfile

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Os contínuos controlos policiais e a ocupaçom de ruas inteiras por parte das forças militares colapsa a Corunha várias vezes por dia nas últimas jornadas prévias à marcha militar de hoje
Umha parada nudista serviu ontem de preámbulo à manifestaçom que hoje percorrerá as ruas do centro, contra o desfile militar espanhol