MNG convocam concentraçom "por umha sociedade laica, polo nosso direito a decidir"

24 de Novembro de 2005

Mulheres Nacionalistas Galegas (MNG) convocárom para o próximo dia 26 de Novembro, sábado, às 18:30 horas, umha concentraçom em frente à sede do arcebispado de Compostela, ao pé da praça da Quintá. A legenda que preside esta convocatória aberta é "Por umha sociedade laica, polo nosso direito a decidir". Polo seu interesse, reproduzimos na íntegra o texto difundido pola organizaçom feminista galega:

"Por umha sociedade laica
Polo nosso direito a decidir

Em 1953 a Igreja Católica e o fascismo espanhol assinárom um documento que ainda hoje segue vigente e com alcance jurídico de tratado internacional, mas os herdeiros do regime figérom umha revisom dos acordos que concluírom com o actual Concordato de 1979, nom sendo este mais que umha lavagem de cara do assinado polo franquismo 26 anos antes.

Este texto regula as relaçons do Estado Espanhol com a Igreja Católica em matérias económicas, do ensino, jurídicas e de assistência ao exército espanhol, fazendo do suposto estado aconfissional umha mentira que se evidencia na implicaçom confissional do Jefe do Estado, na oferenda institucional feita em Compostela cada 25 de Julho ou na presença permanente de autoridades civis em actos religiosos.

Assim vemos como este acordo perpetua todos e cada um dos privilégios da Igreja. Como a sustém economicamente através dumha percentagem do IRPF, dos salários pagos polo Estado a mais de 33000 ensinantes de religiom de centros públicos com direito a participar nas decissons de cada centro, das subvençons aos centros católicos concertados, dos fundos para a conservaçom do seu património e para pagar capeláns no exército, prisons e hospitais. A Igreja Católica é umha instituiçom mantida polo Estado Espanhol, sem que nengum Governo tenha feito nada por mudar esta situaçom, nom figurando umha outra vez na agenda do actual governo.

A Igreja hoje em dia apenas mudou, moderou a sua linguagem mas nom a essência do seu discurso e segue relegando o papel da mulher na sociedade ao de nais e esposas, seguem negando os nossos direitos sexuais e reprodutivos, onde os nossos corpos nom som nossos e o nosso prazer continua a ser pecado. Todo isto é mantido pola Igreja Católica mas financiado polo Estado Espanhol por isso é preciso que a separaçom entre a Igreja e o Estado seja real e definitiva. Numha sociedade nom sexista nom há espaço para a submissom do político ao religioso, nom há espaço para a intolerância dos clérigos, bispos, imans ou rabinos regendo a nossa vida e os nossos corpos."


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