Modelo de ensino euskaldun avança no País Basco

9 de Setembro de 2005

O começo de um novo ano lectivo vem marcado no conjunto do País Basco pola consolidaçom da procura do modelo D por parte dos pais e maes bascas para a educaçom das crianças. Assim, o modelo que fai do euskara língua veicular do ensino é maioritário nas províncias da Comunidade Autónoma Basca, atingindo 52,3% das matriculaçons do ano escolar 05-06. O chamado modelo B, que combina espanhol e euskara, é eleito por 23,4%, enquanto o modelo com o espanhol como língua veicular é a opçom de 24,4%.

As percentagens nom som tam favoráveis para o modelo euskaldun na Comunidade Autónoma Navarra, onde, contodo, o modelo monolíngüe basco fica nuns significativos 30%.

Segundo os dados oficiais, a escolha do euskara como língua veicular aumenta em todos os territórios bascos sob administraçom espanhola de ano para ano. Nas províncias da Comunidade Autónoma Basca, o aumento tem sido espectacular nos últimos vinte anos, passando-se de 16,2% no ano lectivo 1985-1986, para os 52,3% actuais. Nom menos espectacular foi a queda do modelo mais espanhol, que passou de 73,5% em 85 para os 24,4% neste ano lectivo.

Quanto aos territórios bascos sob administraçom francesa, a percentagem de alunos e alunas que estudarám com o euskara como língua veicular ou bilíngüe quase atinge os 16% (15,9%, concretamente), sendo portanto muito maioritário ainda o modelo francês puro.

O avanço do uso do euskara no ensino basco contrasta com a clara funçom espanholizadora que as escolas, institutos e faculdades desempenham na Galiza, onde continuamos longe de ver cumpridas as raquíticas normas legais referidas ao uso do nosso idioma nas salas de aulas. Quando devíamos estar já a aplicar planos para a galeguizaçom, o ensino actual na nossa naçom é umha fábrica de espanholfalantes e analfabetos na língua do País.

À espera das propostas do novo Governo de coligaçom entre PSOE e BNG nesta matéria, as primeiras intervençons públicas da nova conselheira da Educaçom, sempre em espanhol, permitem adivinhar já um mais do que preocupante continuísmo com as políticas espanholizadoras do Partido Popular.


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