Outros três trabalhadores e umha trabalhadora morrem no posto de trabalho nos estaleiros de Ferrol

11 de Maio de 2005

Continua a incrementar-se a listagem de trabalhadores e trabalhadoras vítimas dos acidentes laborais. Poucas semanas depois da última morte no sector, e aos poucos dias do último acidente de gravidade, falecem outras quatro pessoas. A Galiza apresentou no primeiro trimestre de 2005 o pior índice do Estado espanhol nesta matéria, e aqui nom se passa nada.

Os três trabalhadores e a trabalhadora trabalhavam na limpeza de um tanque no interior de umha fragata em construçom, e fôrom descobertos já sem vida nesta mesma manhá nos estaleiros de Navantia em Ferrol (ex-Izar e ex-Bazan).

Umha falha no sistema de refrigeraçom da fragata terá provocado umha fuga de gases que asfixiou as quatro vítimas, todas elas empregadas de companhias auxiliares (Eduardo Gonçales Valo, Juan Carlos del Real Gamúndi e Ana Paz Vilarinho, à empresa de limpeza Mainfer, e José Luís Veiga Infante, soldador da empresa Tecnymo). Além da fuga, as primeiras pesquisas apontam para deficiências nas equipas de detecçom de incêndio e gases, que nom funcionárom.

O Governo municipal de Ferrol anunciou dous dias de luto oficial, mas nengum representante oficial reclamou ainda medidas drásticas para cortar os contínuos acidentes e mortes que fam do mercado laboral galego o mais letal do Estado espanhol. A pertença destas quatro novas vítimas a empresas auxiliares, as que mais precariedade e menos garantias oferecem aos seus empregados e empregadas, confirma a íntima relaçom entre ambos factores. Mas nem empresários nem instituiçons responsáveis pola fiscalizaçom da segurança no trabalho rendem contas ante o incremento dos acidentes e mortes de trabalhadoras e trabalhadores galegos.

Os últimos dados conhecidos de sinistralidade laboral na Galiza som referidos aos trabalhadores e trabalhadoras autónomas, e afirmam que há um índice 1,54% maior do que no conjunto do Estado espanhol. Dos 180.247 trabalhadores autónomos registados na Comunidade Autónoma da Galiza, 2.776 sofrêrom algum tipo de acidente durante a jornada laboral nos três primeiros meses de 2005.

 

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